domingo, 23 de março de 2008

Beatles querem bloquear gravações inéditas de 1962


Advogados dos Beatles processaram nesta sexta-feira uma gravadora dos Estados Unidos para prevenir a distribuição de músicas inéditas supostamente feitas durante a primeira apresentação do baterista Ringo Starr com o grupo em 1962.

A disputa entre a Apple Corps, empresa britânica formada pelos Beatles para guardar os direitos das músicas e da marca da banda, e a Fuego Entertainment, de Miami, surgiu por causa de uma gravação do grupo realizada em um show em Hamburgo, na Alemanha.

Acredita-se que oito faixas inéditas estejam entre as gravações, incluindo uma versão de "Lovesick Blues", de Hank Williams, cantada por Paul McCartney e um dueto do baixista com John Lennon em "Ask Me Why".

A Apple Corps informa que as canções foram gravadas sem a autorização do quarteto de Liverpool e que a Fuego e as empresas do grupo --Echo-Fuego Music Group e Echo-Vista-- não possuem os direitos para distribuí-las.

"Isto parece uma gravação clandestina de fundo de quintal", afirmou Paul LiCalsi, um dos procuradores da Apple Corps.

A Fuego Entertainment diz que as gravações foram feitas legalmente. "[As músicas] não são clandestinas", disse o presidente da Fuego, Hugo Cancio. "Não é como hoje, que você vai com um telefone ou um blackberry e grava."

O processo aponta que as gravações são de baixa qualidade e sua circulação "dilui e mancha a extraordinariamente valiosa imagem associada aos Beatles".
Cancio afirmou que ainda não recebeu a cópia do processo, mas que não esperava um pedido de ao menos US$ 15 milhões de indenização.

"Estou surpreso porque há poucos dias, estávamos em boas negociações com a Apple", disse.

A representação também cita Jeffrey Collins, parceiro de Cancio, como a pessoa que obteve as canções. Não está claro como Collins conseguiu as músicas.
Cancio pretendia distribuir as faixas no disco "Jammin com Beatles e amigos, Star Club, Hamburgo, 1962."

"É triste que milhões de fãs dos Beatles não possam ter acesso a essas gravações. O mundo merece ouvi-las", disse. "O fato é que nós as temos, eles não; e isso é o que os incomoda."

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