sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cazuza ganha homenagem digna de sua obra em Copacabana

Diversos artistas subiram no palco em frente ao Copacabana Palace para prestar sua homenagem a Cazuza. Ney Matogrosso abriu levantando a galera e preparando o terreno para Leoni (que enfrentou problemas de som mas não deixou a pateca cair), Sandra de Sá, que chegou a interromper a primeira música Eu preciso dizer que te amo para reclamar de novos contratempos com o áudio.
- Cazuza sempre me dizia: 'Canta essa negona'! - revelou a cantora no palco antes de mandar "Blues da piedade" em interpretação inspirada.

Na seqüência, veio Preta Gil, que foi chamada ao palco como uma "possível grande amiga do Cazuza, se ele estivesse vivo".

- Seriamos irmãos, pois herdei dele a loucura que a gente precisa ter - disse a filha do ministro da Cultura antes de interpretar O nosso amor a gente inventa.

Outro ponto alto foi Angela Rô Rô, grande cantora que emocionou com Malandragem.

- Essa Cazuza e Frejat fizeram para mim, mas vocês conhecem com a grande Cássia Eller! - revelou a ex-boêmia.

Frejat, por sinal, foi a grande ausência da noite. O maior parceiro do homenageado. Por outro lado, a banda que acompanhou os artistas no palco tinha em sua formação Mauricio Barros (teclado) e Guto Goffi (bateria), integrantes originais do Barão Vermelho.

Caetano Veloso proporcinou outra grande performance. Somente com seu violão. O tropicalista interpretou Minha flor, meu bebê e Maior abandonado - esta já acompanhado de banda.

George Israel, Rodrigo Santos, Gabriel O Pensador, Paulo Ricardo, e todos os outros artistas que participaram da noite encerraram o tributo juntos, com Pro dia nascer feliz, em côro emocionado com a platéia, às 21 horas.

O palco não teve nenhum cenário, show de luzes ou pirotecnia. A música foi a grande estrela da noite. Tão relevante é o legado de Cazuza que seus sucessos se sustentam sem precisar do auxílio de nenhum adereço para coadjuvante.

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