segunda-feira, 5 de maio de 2008

Santogold é aposta feminina da cena eletrônica para 2008

A nova-iorquina Santogold cita como suas duas principais influências a sofisticação e beleza de Nina Simone e a fúria e o peso do grupo de hardcore Bad Brains. Mas a cantora está mais para a turma da cantora M.I.A., a moça do Sri Lanka que tentou uma abordagem internacional para o funk carioca. Santogold é mais um dos nomes da ala feminina que estão dando cara à nova cena eletrônica.

Criada na Filadélfia e aluna de uma escola particular onde era a única garota negra, Santi White (seu nome verdadeiro) mais tarde foi se dedicar ao aprendizado de percussão caribenha e começou a participar da cena musical de Nova York - ela também chegou a trabalhar nos escritórios de uma gravadora, a Epic Records.

Também passou por perrengues familiares, após a morte de seu pai, um político da Filadélfia que se envolveu em um caso de corrupção. "Eu assisti a todo esse lixo que você vê nos filmes. Que o governo faz o que quiser. Assisti-los destruindo uma família, a minha família. Ver os jornais com sua cobertura de mau gosto", disse ela à BBC.

Depois de tocar numa banda punk, ela foi convidada a gravar um disco solo, que acabou de ser lançado. Por isso mesmo, os blogs musicais já se debruçam com intensidade sobre seu trabalho, e rankings como o do site Hype Machine destacam várias faixas deste trabalho de estréia. Mas desde o ano passado diversos meios citam-na como uma das "caras de 2008 na música".

Outra referência que também é constantemente lembrada é a cantora Karen O, da banda Yeah Yeah Yeahs. Por causa da influência punk, em alguns momentos o jeito de cantar de Santogold remete à enégica vocalista do YYY.

A estréia homônima, que mistura dub, batidas eletrônicas e punk rock, também vem sendo bem-recebida pela crítica. Destaque para a faixa L.E.S. Artistes.

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