terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fenômeno da internet, Mallu Magalhães cresce e aparece no ‘mundo real’


Cantora de 16 anos lança seu álbum de estréia, 'Mallu Magalhães'.
Disco independente sai no dia 15 de novembro em CD e na web.

Da menina que postou algumas canções próprias em sua página no MySpace a artista requisitada em grandes festivais - como o Planeta Terra, no último fim de semana -, comerciais e programas de televisão, foram pouco mais de seis meses. Menos de um ano se passou desde que a anônima estudante de um colégio de classe alta fez sua primeira apresentação para um público mirrado num clube alternativo de São Paulo. Agora, dois milhões e meio de acessos depois, Mallu Magalhães lança seu primeiro disco de inéditas.

Os números impressionam, a começar pela idade: 16 aninhos. Fã de Bob Dylan e Johnny Cash, a cantora e multiinstrumentista dá agora mais um passo em direção ao “mundo real”, com um álbum homônimo a ser lançado oficialmente no dia 15 de novembro. As faixas, é claro, também podem ser baixadas via celular e no site oficial do disco.

E já há pistas de que vem carreira internacional por aí, a começar pelo produtor que escolta Mallu em sua jornada: o americano Mario Caldato Jr, que atualmente mora no Brasil e já trabalhou com ninguém menos do que os Beastie Boys. Outros indícios também entregam que a mocinha sonha alto. De todas as faixas de “Mallu Magalhães”, apenas têm letras em português. O restante, belos blues e ótimos rocks, foi escrito no bom e velho inglês.

Apesar da imagem da capa, um singelo leãozinho que lembra as coberturas de biscoitos, remeter sutilmente a Caetano Veloso, que ela ouvia quando criança, são os ícones do folk e do country americanos que norteiam boa parte das composições. “Angelina” caberia tranquilamente na trilha de um faroeste; “I do believe” é prova da habilidade de Mallu em criar melodias fáceis.

O jazz “Noil” lembra a melancolia de Cat Power, enquanto “You know you’ve got”, “Town of rock ‘n’ roll” e “Her day will come” têm a energia dos bons rocks de antigamente. Entre pianos, gaitas, banjos, escaletas e violões, ponto também para as onomatopéias de Mallu, capaz de emular a chegada de um trem ou de uma base eletrônica com a mesma desenvoltura. Sua voz, aliás, se desdobra em várias - à vezes infantil, mas sempre segura.

Em seu trabalho de estréia não poderiam faltar os sucessos dos tempos de internet: “Tchubaruba”, “J1” e “Get to Denmark” estão no repertório. O álbum traz ainda as canções que se tornaram famosas ao vivo, como “Don’t look back” e “Vanguart”. Se havia alguma dúvida em relação à vida desta menina fora do mundo virtual, basta apertar o play. Mallu Magalhães é de verdade.

Por Lígia Nogueira/G1

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