quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Lançamento do DVD AC/DC "No Bull"

Lançada originalmente em VHS ainda em 1996, a edição original de "No Bull" foi feita às pressas e não agradando ao diretor David Mallet. Filmado em película, com requinte cinematográfico e tendo como cenário a belíssima arquitetura da Plaza de Toros de Las Ventas, na capital espanhola, o material foi reeditado em alta definição para garantir a melhor qualidade possível de imagem e som.

No que diz respeito à banda, não há do que reclamar. O show madrilenho fez parte da turnê do álbum "Ballbreaker". Lançado no ano anterior, foi o primeiro disco de estúdio após o retorno do baterista Phill Rudd, que deixara a banda em 1983 depois de oito anos, durante os quais a banda vivenciou sua melhor e mais importante fase.

Além do Rudd, o álbum trouxe de volta a sonoridade clássica do AC/DC, em grande parte pela produção sem firulas de Rick Rubin, em contraste com a fase anterior, marcada por produções um pouco distantes do approach básico e simples que os consagrou no início da carreira.

O que temos aqui, portanto, é a receita clássica da banda australiana: rock básico baseado no rhythm & blues, tendo como únicos adereços o volume ensurdecedor e a performance incansável. Angus Young, como sempre, corre, pula e surra sua guitarra enquanto executa alguns dos mais emblemáticos riffs e solos do rock and roll.

Assim, "No Bull" traz o AC/DC ao vivo em sua melhor forma desde o inícido da década de 80, num intenso show de quase duas horas, misturando faixas de "Ballbreaker" com hinos atemporais como "Back In Black", "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "Whole Lotta Rosie", "TNT" e "Highway to Hell", entre outras. O único ponto negativo é a ausência de "Jailbreak", mas podemos viver com isso.

O DVD traz também como extras as faixas bônus "Cover You in Oil", gravada em Gotemburgo, na Suécia e "Down Payment Blues", ao vivo em Daytona, Flórida, além de cinco músicas do show em Madrid com as câmeras concentradas em Angus Young. Perfeito para os fãs. E quem não é fã do AC/DC?

Por Pedro Carvalho/Uol

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