sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Manuscrito de Eleanor Rigby é vendido por R$ 550 mil

Annie Mawson segura o registro salarial do hospital da cidade de Liverpool que tem o nome de Eleanor Rigby

Um manuscrito de 97 anos que dá pistas sobre a identidade de Eleanor Rigby, retratada em uma das músicas mais famosas dos Beatles, foi vendido por 115 mil libras (cerca de R$ 550 mil) em um leilão na quinta-feira.

Mesmo assim, a soma ficou abaixo do esperado. Estimava-se que o manuscrito fosse arrematado por 500 mil libras.

O dinheiro irá para a Annie Mawson e sua instituição beneficente, the Sunbeams Music Trust (www.sunbeamsmusic.org), que usa a música para ajudar pessoas com necessidades especiais.

O manuscrito é um registro salarial do hospital da cidade de Liverpool e tem o nome e a assinatura de E. Rigby, empregada doméstica. Seus rendimentos anuais somavam 14 libras.

De acordo com Mawson, o documento foi enviado a ela em 1990 pelo ex-Beatle Paul McCartney após ela ter enviado uma carta a ele em nome de sua instituição de caridade.

"Eu escrevi... para Paul e pedi a ele meio milhão de libras. Mas, no fim da carta, eu disse apenas: 'olha, eu sei que você é uma pessoa muito caridosa e eu considero um privilégio dividir a minha história com você'", disse ela à Reuters antes da venda.

"Nove meses depois, em junho de 1990, chegou este envelope incrível. Chegou nove meses depois de eu ter escrito a ele, o que fez parte do mistério porque eu achava que (minha carta) tinha ido parar no lixo."

Ela disse que o envelope com o manuscrito de 1911 tinha um carimbo oficial da turnê de Paul McCartney. O cantor estava em turnê em 1990.

De início, Mawdon não percebeu a importância do registro até ver a lista de nomes e encontrar E. Rigby.

O documento dá uma das mais valiosas dicas sobre a identidade de Rigby, que, na música, morre sozinha sem ninguém para lamentar sua partida. De acordo com sites especializados em música, McCartney teria dito anteriormente que a personagem era inventada.

A lápide de Eleanor Rigby também foi descoberta em um cemitério de Woolton, Liverpool, perto de onde McCartney conheceu John Lennon, em 1957.

"Eu imagino quanto Paul McCartney queria revelar quando passou este documento adiante", disse Ted Owen, diretor do Birô da Fama, que vendeu o manuscrito em Londres.

(Reportagem de Mike Collett-White)
Fonte: Reuters/Uol

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