sábado, 29 de novembro de 2008

Marcelo Camelo abre festival El Mapa de Todos

Marcelo Camelo foi o grande destaque musical no primeiro dia do Festival Ibero-americano de Música Contemporânea “El Mapa de Todos - música, cultura digital e integração”, apresentado na última quinta-feira no Espaço Brasil Telecom.

Acompanhado pela banda paulistana Hurtmold, o ex-hermano empolgou um público de 700 pessoas, com um show baseado em seu primeiro álbum-solo, “Sou” (ou “Nós”, lido de cabeça pra baixo ), ao qual não faltaram hits dos Los Hermanos.

Em várias músicas, como “Teo e a Gaivota” e “Janta”, a platéia cantou junto com Camelo, que encerrou o show em clima de carnaval nostálgico, com a singela marchinha “Copacabana”.

Idealizado e produzido por Fernando Rosa, editor do portal Senhor F, e realizado em parceria com o Espaço Brasil Telecom, o evento é uma tentativa de aproximação entre as cenas independentes de países como Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Espanha, Portugal e Brasil.

Além de shows, “El Mapa de Todos” inclui exposições, apresentação de vídeos, oficinas, lançamento de livros e debates sobre a integração regional.

Coube ao brasiliense Beto Só apresentar o primeiro show da noite, no palco montado no foyer. Pena que até então pouca gente havia chegado para apreciar o pop intimista do artista, responsável por versos de inspirada melancolia como “o tempo contra nós / quase que perco você / o mundo tão veloz / tenta nos separar' (“O Tempo Contra Nós”).

Beto Só mostrou ter afinidade estilística e sonora com Marcelo Camelo, assim como o português Azevedo Silva, responsável pelo segundo show da noite, que arrebatou o público com o que ele denomina de “exercício de tristeza”. Azevedo é um jovem bardo lusitano com o fado na veia e um espírito folky na melhor tradição de Bob Dylan e Leonard Cohen: “Triste fado o meu / salto sem ter rede / vôo sem temer / decididamente” (“De Olhos Fechados”).

O artista, que conta com o acompanhamento do guitarrista Filipe Grácio, não escondeu satisfação por ter cantado para um teatro lotado, acrescentando que em Portugal costuma se apresentar para 10 a 30 pessoas.

O ponto mais fraco da noite ficou por conta da renomada dupla uruguaia Danteinferno, que começou como quinteto em 2002, tornando-se um grande destaque na cena indie sul-americana, com sua peculiar e experimental mistura sonora, que, segundo o baterista Martin Recto, requer alguma intimidade para ser devidamente apreciada.

Não foi o que aconteceu em Brasília, em parte porque o público, que logo se dispersou, estava mais interessado em garantir um bom lugar no teatro ao lado, que se preparava para receber o tão aguardado show de Marcelo Camelo. E, assim, Danteinferno encerrou sua performance sob a frieza do público.

O segundo dia do festival El Mapa de Todos reúne mais uma vez, nesta sexta-feira (28), expoentes da música independente sul-americana. O esperado show dos Babasónicos, estrelas do novo rock argentino, fecham a noite de hoje.

Sexta - 28/11
Facas Voadoras - Campo Grande (palco foyer)
Macaco Bong - Cuiabá (palco teatro)
Turbopótamos - Peru (palco foyer)
Babasónicos - Argentina (palco teatro)

Sábado - 29/11
Instiga - Campinas (palco foyer)
La Quimera del Tango - Argentina (palco teatro)
Javiera Mena - Chile (palco foyer)
Sr. Chinarro - Espanha (palco teatro)
Mundo Livre S/A - Recife (palco foyer)

Por Sergio Bazi
Fonte: Igpop

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