quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Associação destrói meio milhão de CDs e DVDs piratas em SP

Ação marca Dia Nacional de Combate à Pirataria.
Destruição foi feita na Praça Charles Miller, no Pacaembu.

A Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) destruiu cerca de meio milhão de CDs e DVDs piratas nesta quarta-feira (3), na Praça Charles Miller, no Pacaembu, Zona Oeste de São Paulo. A ação foi marcada para o Dia Nacional de Combate à Pirataria. (Foto: Wladimir de Souza / Diário de S.Paulo / Ag. Globo)

Esta quarta-feira (3) é o Dia Nacional de Combate à Pirataria. Mas, pelas ruas da região central de São Paulo, é fácil perceber que ainda falta muito o que fazer para atingir esse objetivo. Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado mostra que mais de 60% dos paulistanos compram produtos piratas. O preço baixo é a justificativa de 84% dos entrevistados.

É proibido, mas quem quer comprar um CD ou um DVD pirata não encontra nenhuma dificuldade. No Centro da capital paulista, em ruas como a Conselheiro Crispiniano e a Barão de Itapetininga, lá estão eles expostos. Com uma câmera escondida, um produtor do SPTV gravou a ação dos camelôs.

- “Tem de tudo, meu querido. Na loja, sempre tem de tudo”, diz o camelô.
- “E quanto é que está?”, questiona o produtor.
- “Três por dez”, afirma o ambulante.

O preço é baixo, mas as cópias dos filmes são de má qualidade.

- “Isso daqui é cópia do cinema?”, questiona o produtor.
- “É. Isso daqui ainda está com a imagem da tela”, fala o camelô.

Na Rua Santa Ifigênia, a oferta é de jogos e programas de computador piratas. Na área, os camelôs agem com mais discrição. Dentro de um bar, uma mulher mostra que tem dentro da bolsa vários programas piratas de computador.

Outro camelô explica por que a venda é feita desse jeito.

“A gente deixa guardadinho ali no cantinho para o rapa não pegar, entendeu? Para não tomar prejuízo. Se os caras embaçarem, a gente fala que é papelão, entendeu?”, contou.

A Associação Antipirataria de Cinema e Música informa que este ano, até novembro, só na capital paulista já foram apreendidos 5.547.045 produtos piratas.

Fonte: G1

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