sábado, 14 de fevereiro de 2009

Manu Chao faz "carnaval" na sua apresentação na Concha Acústica

“Tchau Salvador, bom Carnaval!” Foi assim que o músico francês Manu Chao encerrou as duas horas de seu primeiro show solo em Salvador, ocorrida na noite dessa sexta-feira (13) em uma lotada Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na abertura do Projeto Sua Nota É Um Show em 2009. Mas o clima de Carnaval já imperou durante a sua apresentação, devido ao ritmo frenético das canções, tocadas quase sem nenhuma interupção.

Quem garantiu logo seu ingresso (na porta, os cambistas cobravam entre R$ 30 e R$ 40 pela entrada) e chegou mais cedo, conferiu a apresentação na abertura do músico argentino radicado na Bahia Ramiro Mussoto, aliado a sua Orquestra Sudaka, tocou temas instrumentais que deixou o público no clima para a entrada da principal atração da noite.

Por volta das 20h, Manu entrou no palco. Para quem conheceu o músico no início de sua carreira solo, do álbum Clandestino(1998), pode causar algumas surpresa o ritmo acelerado que impera em 90% das canções, até naquelas que em sua gravações originais tenham um ritmo mais lento. Mas quem ouviu discos mais novos, especialmente o Ao Vivo “Radio Bemba Sound System”(2002), já tinha uma prévia do clima do show.

Conhecedor da Concha Acústica, onde se apresentou em 1992 com a sua banda Mano Negra, Manu Chao sabia que o formato do espaço convocava a participação geral do público. E, apesar de ser aquele tipo de show que já entra ganho, não polpou esforços em ganhar atenção em todas as canções.

O set-list agradou a fãs de todas as fases do músico, desde sua banda Mano Negra (“Casa Babylon”), o primeiro – e mais conhecido – disco “Clandestino” (a canção-título, “Desaparecido” e “Minha Galera”, cantada em português), e vários temas do seu disco mais recente “La Radiolina”(2007), encerrando o show no segundo bis com “La Vida Tombola”, música feita para o documentário do cineasta sérvio Emir Kusturica sobre o jogador argentino Diego Armando Maradona.

O show foi até às 22h, horário máximo permitido no espaço. Levando-se em conta relatos da apresentação anterior em São Paulo, na última quarta-feira (11), quando tocou por quase três horas, Salvador ainda poderia ter conferido um pouco mais de Manu e sua “Radio Bemba”. Bom que ainda deixou um gosto de “quero mais” no ar.

Por Lucas Cunha
Foto: Thiago Teixeira
Fonte: A Tarde On Line

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