terça-feira, 10 de março de 2009

Com disco dançante, ingleses do Keane retornam ao Brasil para turnê

Banda traz ao país músicas de seu terceiro álbum, 'Perfect symmetry'.
'Foi como se estivéssemos fazendo nosso 1º disco de novo', diz baterista.

Eles fizeram fama com canções melancólicas à base de voz, teclado e bateria. Agora, com um disco mais dançante na bagagem – “Perfect symmetry”, terceiro álbum de estúdio, lançado em 2008 –, além de laptops e pedais de efeitos, o Keane retorna ao Brasil para três apresentações. A turnê começa no Credicard Hall, em São Paulo, nesta terça (10). Em seguida, o trio inglês toca no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, quinta (12), e no Citibank Hall, no Rio de Janeiro, sexta (13).

Formado por Tom Chaplin no vocal, Richard Hughes na bateria e Tim Rice-Oxley no piano, o grupo apresenta ainda canções de seus trabalhos anteriores: “Hopes and fears” (2004) e “Under the iron sea” (2006). “Temos tocado muitas músicas diferentes em nossa turnê recente pelo Reino Unido”, conta Hughes. “Três álbuns nos dão material suficiente para escolher. Sei que muitos fãs brasileiros viajaram à Inglaterra para ver o nosso show – o que é incrível –, então eles com certeza vão ver um show diferente. Estou muito ansioso para voltar ao Brasil. É um país maravilhoso e um ótimo lugar para tocar.”

Cada vez mais distantes das comparações com Travis e Coldplay, o Keane procurou inspirações em “bandas que correm riscos” para compor seu mais recente trabalho. “Fomos influenciados por pessoas que nadam contra a corrente: David Bowie, Talking Heads, Radiohead, Depeche Mode; rappers como Kanye West e Jay-Z; e bandas novas como The Ting Tings, MGMT e Vampire Weekend”, diz o baterista.

“A conquista que mais nos orgulha com esse terceiro disco é o sentimento de total liberdade pra fazer o que queríamos – nós mesmos produzimos o álbum, viajamos para Paris e Berlim e encontramos uma senso de liberdade criativa que supera qualquer coisa que tenhamos feito antes”, fala o artista, que começou a se interessar por música graças ao Depeche Mode. “Tivemos uma atitude de estarmos abertos a tudo e qualquer coisa, e isso você pode perceber ouvindo o álbum.”

Diferenças

Quando o assunto é relacionamento entre os integrantes, o baterista cita um trecho de uma entrevista que leu com Graham Nash, integrante da banda Crosby, Stills, Nash & Young. “Ele disse uma coisa que me marcou: ‘É importante lembrar que os outros caras da banda são mais importantes do que você pensa que eles são’. Nós somos pessoas muito diferentes, levamos ideias diferentes para a roda, mas há uma resistência. Ao fazer o disco, diferentes ideias surgiram de todos nós, e a criatividade fluiu em todas as direções – tudo isso nos deu possibilidades quanto à forma de fazer música, e isso significava confiar em nossos ouvidos para julgar o que ficava melhor”, diz Hughes.

“A única maneira de tudo dar certo era que todos estivessem confortáveis em ouvir os outros sem se sentir pressionados a concordar ou discordar. Foi como se estivéssemos fazendo nosso primeiro disco de novo, com o frescor e a liberdade que tínhamos em estúdio.”

Por Lígia Nogueira
Foto: Divulgação
Fonte: G1

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