terça-feira, 30 de junho de 2009

Smiths recusam US$ 50 milhões por shows

O guitarrista Johnny Marr revelou que recebeu uma oferta de mais de US$ 50 milhões (algo em torno de R$ 97 milhões) para organizar uma volta do grupo The Smiths, mas considerou a oferta "muito obscena".

A informação surgiu durante uma entrevista feita pela rádio britânica Xfm, quando o músico foi indagado sobre os eternos rumores de uma volta da banda encabeçada por ele e pelo vocalista Morrissey.

"Eu acho que já nos ofereceram US$ 50 milhões por três... possivelmente cinco shows. É muito obsceno e muito grosseiro", afirmou Marr.

Porém, com a crise entre Morrissey e o baterista Mike Joyce, que em 1996 abriu um processo exigindo o mesmo valor de royalties do cantor e do guitarrista, uma reunião dos Smiths não deve acontecer. Na ocasião Morrissey inclusive teria dito que preferia "devorar seus próprios testículos a reunir a banda".

"Não tem nada a ver com dinheiro", afirmou Marr. "É algo abstrato, algo bastante casual".

Fonte: Igpop

U2 começa nova turnê mundial em palco gigante em Barcelona

O grupo de rock irlandês U2 inicia nesta terça-feira (30) sua primeira turnê em três anos, apresentando-se para 90 mil fãs em Barcelona em cima de um dos maiores palcos já construídos para concertos. Nos próximos quatro meses, a banda vai tocar para estimados 3 milhões de fãs em 31 cidades da Europa e América do Norte, onde mais shows devem ser anunciados no próximo ano.

A U2 360 Tour vai cumprir o que promete com um palco redondo que será cercado pelos fãs dentro do estádio Nou Camp, do FC Barcelona. A imprensa local informou que cerca de 500 fãs com ingressos dormiram diante da entrada do estádio na segunda-feira (29), na esperança de conseguirem um lugar ao lado do palco quando os portões forem abertos.

Os organizadores dizem que isso será mais fácil agora, já que o palco de novo conceito propiciará uma visão clara a mais fãs, além de permitir a presença de mais pessoas, o que possibilita reduzir os preços dos ingressos nestes tempos de recessão.

Consta que a U2 360 Tour será a turnê mais cara já feita pela banda, custando estimados US$ 100 milhões, mas especialistas sugerem que é um dinheiro bem gasto. As apresentações ao vivo vêm se tornando uma fonte de renda cada vez mais importante para grandes grupos como o U2, devido à queda expressiva nas vendas de CDs físicos e à pirataria que corre solta na Internet.

A conceituada publicação da indústria musical Billboard estima que a U2 360 Tour pode ser uma das turnês de maior arrecadação da história, possivelmente superando a turnê Vertigo, que a banda fez em 2005-06 e que lhe rendeu US$ 389 milhões.

Evento grandioso
O palco, que requer 120 caminhões para ser transportado, é outro elemento grandioso dos quatro roqueiros que já receberam mais prêmios Grammy que qualquer outra banda. Na turnê Zoo TV, enormes telões sobrecarregaram os fãs com imagens da cultura pop. Na turnê PopMart, o vocalista Bono apareceu dentro de uma bola luminosa de 12 metros no formato de um limão.

A memória visual que deve ficar gravada nesta turnê provavelmente será a "Garra", um "monstro" de quatro patas que se ergue 50 metros acima da cabeça dos músicos e sobre o qual é montado o sistema de som. Bono, os guitarristas The Edge e Adam Clayton e o baterista Larry Mullen Jr. vão divulgar seu 12º álbum gravado em estúdio, No Line on the Horizon.

As resenhas do álbum foram em sua maioria positivas, e o disco, que mistura guitarras com sons ecléticos do Marrocos, onde foi parcialmente gravado, foi diretamente para o primeiro lugar das paradas em 30 países, incluindo os EUA e a Grã-Bretanha. Mas as vendas iniciais nos EUA foram nitidamente menores que as do álbum anterior da banda, How to Dismantle an Atomic Bomb, lançado em 2004.

Fonte: Reuters/Terra

Novo disco de Pitty será masterizado por engenheiro de Bowie

Ainda sem nome definido, o novo álbum da cantora Pitty será masterizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, por Brian "Big Bass" Gardner, engenheiro de som que já trabalhou com David Bowie, Foo Fighters, Prince e Queens of the Stone Age.

O terceiro disco da roqueira, com previsão de lançamento para a primeira semana de agosto, terá influências de música erudita, bolero e tango. "Mas tudo acaba em rock", diz Pitty.

O álbum ainda conta com a participação Hique Gomez, do grupo Tangos e Tragédias, tocando violino na faixa Água Contida.

O último trabalho de estúdio de Pitty foi Anacrônico, lançado em 2005.

Fonte: Terra

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mariah Carey divulga capa de seu 12º álbum

Preparando o lançamento do 12º álbum de sua carreira, Mariah Carey divulgou a capa do próximo CD através sua gravadora.

Na foto escolhida para Memoirs of na Imperfect Angel, Mariah aparece três vezes em diferentes poses. "Tenho várias emoções e histórias contadas neste disco", disse em seu Twitter, serviço instantâneo de mensagens.

O primeiro single do novo disco é Obsessed, lançado no último dia 16. Na capa do CD desta primeira música de trabalho, Mariah também optou por fazer uma foto sensual.

Fonte: Terra

sábado, 27 de junho de 2009

Filipinos lançam nova coreografia de Michael Jackson na web

Depois de virarem um fenômeno na internet em 2007, detentos filipinos lançaram neste sábado (27), em Cebu (Filipinas), uma nova coreografia em homenagem à morte do astro pop Michael Jackson.


Em 2007 o vídeo teve mais de 1 milhão de acessos em menos de uma semana. Em entrevista, Byron F. Garcia, diretor do Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu (CPDRC), nas Filipinas, havia anunciado que novos clipes seriam postados na web.

Neste sábado, cerca 1.500 prisioneiros filipinos fizeram nova coreografia em homenagem ao rei do pop, morto de parada cardíaca na última quinta-feira (25). Os detentos dançaram embalados pelas músicas "Ben", "I'll be there" e "We are the World".

As coreografias feitas no presídio são parte de uma política adotada pelo diretor para tentar recuperar o Justificarsistema carcerário da província. "Como em muitos outros países do mundo, nossa prisão estava superlotada, tomada pela corrupção, pelas drogas e pelo jogo", explicou Garcia, em 2007.

"Existe uma lei nas Filipinas que diz que os cidadãos têm direito a se manter em forma. Mas, para não deixar os detentos sentados, sem ter o que fazer nas celas, resolvi transformar esse direito em dever por aqui. Um corpo sadio, uma mente sadia", ressaltou.

Os vídeos postados no YouTube foram vistos por milhões de internautas e renderam fama mundial aos presos de Cebu, que todas as semanas passaram a se apresentar para os turistas.

Fonte: G1

sexta-feira, 26 de junho de 2009

D.J. David no São Pedro Tôa Tôa..

São Pedro Tôa Tôa.

Atrações: Dominguinhos, Targino Godim, Dorgival Dantas, Edigar Mão Branca, Lordão, Tirana Seca, Amantes do Forró.
Tenda Eletrônica: Simone Sampaio, Abadaba (acústico) e D.J. David
Onde: Rancho Uchôa
Quando: 04 de Julho
Informações na sede: (77) 3422-2005

Atenção meninas: Cor da camisa - Verde Clara com mangas verde escuro.

Michael Jackson no Brasil

Michael Jackson esteve no Brasil em 1993 durante a turnê do álbum "Dangerous". O astro se apresentou para 65 mil pessoas no estádio do Morumbi, em São Paulo, em um show programado para durar 2h20, mas que foi encerrado pouco antes de duas horas de apresentação. Contrariando as expectativas, ele não retornou ao palco para o bis.

Alguns anos mais tarde, o cantor retornou ao país para gravar o clipe de "They don't care about us", música incluída no álbum "HIStory: Past, present and future – Book I". O vídeo foi rodado no morro da Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador. O grupo baiano Olodum fez uma participação.

Presidente do Olodum lamenta a morte de Michael Jackson

O presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, lamentou a morte do cantor Michael Jackson na tarde desta quinta-feira (25). Ele acompanhou o músico durante a gravação de um clipe em Salvador, na década de 1990.

"Ele foi um grande representante afro-americano muito importante. Ele fez um trabalho incrível e se tornou uma lenda", disse Rodrigues.

O representante do Olodum estava em um evento de cultura negra em Brasília quando soube da morte do cantor. "A passagem dele por Salvador, especialmente no Pelourinho, foi de uma relevância enorme para o Olodum. Colocamos cerca de 215 percussionistas para tocar com ele. Antes, o grupo já tinha tocado com o Paul Simon e daí falamos com o Spike Lee para gravar com ele também."

Segundo Rodrigues, o trabalho com Michael Jackson levou o nome do Olodum para mais 181 nações pelo mundo. "O Olodum foi ouvido por mais de 5 bilhões de pessoas no mundo todo por causa do trabalho que ele fez com a gente. Foi uma visibilidade gigante."

Fonte: G1

Morte de Michael Jackson impulsiona venda de discos na internet

LOS ANGELES (Reuters) - Em morte, Michael Jackson tem aproveitado uma renascença comercial que ele tentou por anos sem conseguir.

O autoproclamado "rei do pop", que morreu repentinamente na quinta-feira, ocupou os primeiros 15 lugares no site de vendas online Amazon.com, em venda de álbuns em questão de horas.

O disco número 1, como se poderia esperar, foi a reedição do 25o aniversário de "Thriller", de 1982, disco mais vendido da história, com cerca de 50 milhões de cópias no mundo todo. Três diferentes versões de "Thriller" ocuparam as posições 12, 13 e 14.

Em segundo lugar veio o "Off the Wall", de 1979, que foi seguido de "Bad", de 1987. Os dois álbuns também tiveram uma venda maciça em seus lançamentos iniciais. Seu último álbum, "Invincible", de 2001, veio em um lugar mais modesto, número 10.

Os outros álbuns na lista estavam em sua maioria em coleções, até mesmo seu trabalho solo ou seus hits com o Jackson 5.

A gravadora de Michael Jackson, Sony Music, disse que ele vendeu cerca de 750 milhões de álbuns ao redor do mundo, e ocupou13 vezes no número 1 da paradas com seus singles.

"Seu trabalho artístico e magnetismo mudou o cenário da música para sempre", disse o presidente da Sony Corp, Sir Howard Stringer, em um comunicado. "Nós ficamos profundamente afetados por sua originalidade, criatividade e incrível espírito de trabalho."

Reportagem de Dean Goodman
Fonte: Reuters/Uol

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles aos 50 anos


O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo.

De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor. O cantor estava preparando sua volta aos palcos para uma série de 50 shows em Londres, a partir do dia 13 de julho, com ingressos esgotados.

Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 em Gary, Indiana. Quinto filho do metalúrgico Joe Jackson, Michael mostrou seu talento para a música e para a dança muito cedo. Ele começou sua carreira nos anos 60, aos cinco anos, com o grupo Jackson 5, formado também pelos seus quatro irmãos mais velhos. Desde a pré-adolescência, quando a banda lançou os primeiros discos, o cantor se tornou uma das figuras mais conhecidas e adoradas da música norte-americana.

O estouro solo veio em 1979, com o quinto disco dele, "Off The Wall", que, graças a uma empolgante e original mistura de disco, funk e pop, abriu caminho para o que o cantor viria a se transformar nos anos seguintes.

Na década de 1980 lançou dois de seus melhores discos, "Thriller", de 1982, e "Bad", de 1987, e consolidou a posição de superastro. Foi aí também que surgiu a imagem de um artista de hábitos e atitudes cada vez mais estranhos. É o exemplo perfeito de criança-prodígio que, cada vez mais famosa e idolatrada, acaba por criar um mundo próprio distante da realidade.

Ao mesmo tempo em que batia recordes de vendas com "Thriller" --que segundo o livro "Guiness" vendeu entre 55 milhões (segundo a gravadora Sony e a associação de gravadoras dos EUA) e mais de 100 milhões de cópias (de acordo com empresários do cantor)--, colocava sucesso atrás de sucesso nos primeiros lugares das paradas e lançava moda entre os adolescentes de todo o mundo com suas roupas e coreografias, em especial o "moonwalk".

Mas Michael era motivo de especulações pela sua postura infantilóide, modificações profundas em seu rosto e branqueamento de sua pele. Nos anos 80, dizia-se até que o cantor dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.

A partir do início dos anos 90, os fatos sobre sua vida particular já chamavam muito mais atenção do que sua música --que, diga-se, nunca mais repetiu a genialidade da trilogia "Off The Wall", Thriller" e "Bad". Por mais que lançasse discos de modo superlativo, como o fez com "Dangerous", em 1991, o que atraía o público eram as histórias sobre o megalômano rancho Neverland, na Califórnia, e a preferência do cantor por estar sempre acompanhado de crianças, entre elas o então ator mirim Macaulay Culkin, astro do filme "Esqueceram de Mim".

Foi na década de 90 que surgiu o caso que abalaria a carreira e a vida de Jackson. Em 1993, o cantor foi acusado de ter molestado sexualmente um menor de idade. Segundo relatos da época, Jackson fez um acordo milionário com a família da suposta vítima fora dos tribunais em 1995. Nos anos seguintes, se casaria com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie, e com a enfermeira Debbie Rowe, mãe de dois de seus três filhos. O cantor se apresentou ao vivo no Brasil em 1993 e voltou ao país em 1996 para gravar o clipe da canção "They Don't Care About Us" no Rio de Janeiro e na Bahia com o grupo Olodum.

Sem lançar disco desde 2001, quando gravou "Invincible", nos últimos anos Jackson foi notícia graças ao julgamento pelo qual passou entre 2004 e 2005, também acusado de ter molestado um menor em 2003. Absolvido das dez acusações, logo após o julgamento o cantor passou por uma temporada de exílio no Barein, como convidado da família real do país. Em reconhecimento a sua carreira, em 2002 foi eleito o artista do século pela premiação American Music Awards.

Michael reeditou em 2008 o clássico "Thriller", que traz a participações de nomes atuais como Will.i.am e Akon, e colocou uma nova compilação nas lojas, "King of Pop". Em março de 2009, anunciou sua volta aos palcos com uma temporada de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho e seguiria até fevereiro de 2010.

A demanda pelos shows foi tão grande que dezenas de apresentações extras foram acrescentadas, ao mesmo tempo em que centenas de ingressos surgiram em sites de leilão online como o eBay, em meio a críticas à maneira como as vendas estão sendo feitas. Segundo cálculos da Billboard, o cantor poderia levar para casa mais de 50 milhões de dólares com os shows.

Em maio deste ano, surgiu também um boato de que Jackson estaria sofrendo câncer de pele. Segundo o The Sun, os médicos haviam diagnosticado sinais da doença em seu corpo e células que poderiam provocar câncer de pele no rosto, mas a notícia foi desmentida logo em seguida.

Uma produtora de shows norte-americana queria proibir que Michael Jackson voltasse aos palcos e ameaçava seu retorno. A AllGood Entertainment Inc, de Nova Jersey, alegava que tinha contrato com o cantor para que ele não se apresentasse até 2010. Os assessores do artista, no entanto, não se preocuparam com a possibilidade de uma ação judicial que criasse obstáculos aos shows.

Jackson ainda é o "Rei do Pop" para sua legião de fãs, apesar de seu comportamento e de sua aparência por vezes bizarros nos últimos anos. Ele já vendeu em torno de 750 milhões de discos, ganhou 13 Grammy e é visto como um dos maiores artistas pop de todos os tempos.

Fonte: Uol

Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles aos 50 anos

O cantor e compositor Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal "Los Angeles Times", os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo.

De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor.

O cantor se preparava para uma série de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho.

A temporada de apresentações, intitulada "This Is It", estava originalmente marcada para começar no dia 8 de julho, mas foi adiada pelos organizadores em cinco dias por questões de logística.

Os adiamentos alimentaram as especulações de que Jackson estaria com problemas de saúde. Segundo a agência de notícias EFE, o presidente da produtora da turnê, Randy Phillips, avisou que o adiamento não teria "absolutamente nada a ver com a saúde" do cantor. Em dezembro do ano passado, o jornal sensacionalista "The Sun" publicou que Michael Jackson estaria com câncer de pele, mas a informação foi negada no mesmo dia.

Colocados à venda em março, os ingressos para as apresentações de Michael Jackson em Londres se esgotaram em apenas cinco horas. De acordo com cálculos da revista norte-americana "Billboard", os shows poderiam render mais de US$ 50 milhões ao cantor.

Fonte: Uol

Acompanhe os fatos que marcaram a vida de Michael Jackson

Veja a relação de algumas das datas mais importantes da vida do astro pop Michael Jackson.

29 de agosto de 1958: Nasce Michael Joseph Jackson, em Gary, Indiana (EUA).

Agosto de 1962: Michael Jackson estreia com seus irmãos na banda The Jackson Five.


Março de 1969: The Jackson Five assina contrato com a lendária gravadora Motown, e Michael Jackson começa a ficar conhecido. As canções "ABC" e "I'll Be There" são os primeiros sucessos.

1970: Michael Jackson se lança em carreira solo.

Agosto de 1979: Lançamento do disco "Off the Wall", produzido por Quincy Jones. Cópias vendidas: 11 milhões.

Dezembro de 1982: Lançamento de "Thriller", o álbum mais vendido de todos os tempos: mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo e sucessos como "Billie Jean" e "Beat It".

1985: Michael Jackson escreve "We Are The World", tema da campanha contra a fome na África.

1987: Lançamento de "Bad". Novo sucesso: 25 milhões de cópias vendidas até hoje.

1992: Michael Jackson lança "Dangerous" e vende mais de 30 milhões de discos até hoje.

Agosto de 1993: Um homem acusa Michael Jackson de abusar de seu filho, Jordan Chandler, 13, mas o caso é resolvido fora dos tribunais em um acordo que pode ter envolvido US$ 25 milhões.

Maio de 1994 a fevereiro de 1996: Casamento com Lisa Marie Presley, filha de Elvis.

Junho de 1995: Lançamento de "History: Past, Present and Future - Book I", que consumiu cerca de US$ 40 milhões em publicidade.

Novembro de 1996 a outubro de 1999: Casamento com a enfermeira Debbie Rowe, com quem teve dois filhos: Prince Michael e Paris Michael Katerine.

Outubro de 2001: Lançamento de "Invincible".

19 de novembro de 2002: Michael Jackson segura seu terceiro filho, Prince Michael 2º, de nove meses, para fora da sacada de um hotel em Berlim, causando um escândalo e o obrigando a se desculpar no dia seguinte.

31 de janeiro de 2003: A casa de leilão Sotheby's processa Michael Jackson por não ter pago duas obras que comprou.

3 de fevereiro: TV britânica mostra documentário "Living With Michael Jackson", em que cantor afirma que nunca abusou de um menor, mas confessa que já havia divido sua cama com vários garotos.

6 de fevereiro: Cantor divulga comunicado à imprensa afirmando que estava "arrasado" com o documentário sobre sua vida. "Hoje estou me sentindo mais traído do que em qualquer outro momento de minha vida."

30 de maio: Ex-assessores dizem que o cantor norte-americano estaria "quebrado" financeiramente, com dívidas de US$ 12 milhões.

31 de outubro: O astro lança o CD de coletânea "Number Ones".

18 de novembro: Mais de 60 investigadores revistaram Neverland, a mansão de Michael Jackson.

19 de novembro: Jackson recebe ordem de prisão pela acusação de abuso sexual a um menor de 12 anos.

20 de novembro: Jackson se entrega à polícia da Califórnia. Acusado de abuso sexual infantil, ele entrou algemado pela porta dos fundos da delegacia, mas deixou o local no mesmo dia depois de pagar fiança de US$ 3 milhões.

18 de dezembro: Michael Jackson é acusado formalmente por abuso sexual pela Promotoria de Justiça norte-americana.

28 de janeiro de 2005: Juiz aceita como evidência material pornô de Michael Jackson confiscado em Neverland. Foram encontrados 17 livros, 32 revistas, DVDs e imagens retiradas do computador do artista.

31 de janeiro: Michael Jackson começa a ser julgado por acusação de abuso sexual.

5 de abril: Ex-funcionária de Michael Jackson afirma que ator Macaulay Culkin dormia no quarto do cantor.

3 de maio: Jackson deve mais de US$ 230 milhões. A crise financeira teria começado em 2003, depois do polêmico documentário no qual ele aparece afirmando que costumava dormir com crianças na mesma cama.

11 de maio: Ator Macaulay Culkin depõe e defende Michael Jackson ao negar que ele tenha sido abusado sexualmente em 1991.

3 de junho a 13 de junho: Jurados levam dez dias para discutir o veredicto de Michael Jackson.

13 de junho: Michael Jackson é absolvido pelo Júri das dez acusações que pesavam sobre ele: conspiração com fins extorsivos, sequestro de um menor de idade, abuso sexual e fornecimento de agente tóxico (vinho) com a finalidade de cometer o delito.

Julho de 2005: Cantor compra um luxuoso imóvel e se muda para Bahrein, pequeno reino do Golfo.

3 de agosto: Jackson recebe US$ 2 milhões pela primeira entrevista após julgamento

21 de dezembro: Com uma dívida de US$ 270 milhões, Michael Jackson tenta evitar perda de bens, como seu catálogo musical e rancho Neverland.

12 de março de 2007: Michael Jackson vende parte dos direitos dos álbuns dos Beatles.

16 de julho de 2008: Rádio britânica elege "Billie Jean" a melhor música dance de todos os tempos.

29 de agosto: Michael Jackson completa 50 anos em casa com os filhos.

10 de novembro: Para não perder Neverland, cantor vende propriedade para si mesmo ao transferir o rancho para Sycamore, uma joint venture entre Jackson e uma empresa chamada Colony Capital.

21 de novembro: Michael Jackson se converte ao islamismo e passa a se chamar Mikaeel, nome de um dos anjos de Alá, informou o tabloide britânico "The Sun".

22 de dezembro: Michael Jackson volta a morar nos Estados Unidos ao alugar uma casa em Los Angeles por US$ 100 mil mensais.

4 de janeiro de 2009: Segundo jornal britânico "The Sun", Jackson sofre de grave doença pulmonar genética e estaria convencido de que iria morrer em breve.

Fonte: Uol

Confira a discografia de Michael Jackson



O cantor Michael Jackson, que morreu na tarde desta quinta-feira (25) lançou dez discos de estúdio em sua carreira solo, após deixar o grupo The Jackson 5, onde começou a carreira aos 11 anos.

O primeiro lançamento solo foi em 1972, com o disco Ben. O sucesso veio mesmo com Thriller, de 1982, considerado o álbum solo mais vendido da história, com cerca de 109 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.

O último lançamento de Michael foi em 2001, com Invincible. O cantor planejava a volta aos palcos para o mês de julho, em Londres.

Confira a lista de discos gravados por Michael Jackson:

Com o grupo The Jackson 5:
1969 Diana Ross Presents the Jackson 5
1970 ABC
1970 Third Album
1970 The Jackson 5 Christmas Album
1971 Maybe Tomorrow
1971 Goin' Back to Indiana
1972 Lookin' Through the Windows
1973 Skywriter
1973 The Jackson 5 in Japan
1973 G.I.T.: Get It Together
1974 Dancing Machine
1975 Moving Violation

Carreira Solo:
1972 Got to Be There
1972 Ben
1973 Music and Me
1975 Forever, Michael
1979 Off the Wall
1982 Thriller
1987 Bad
1991 Dangerous
1995 HIStory
2001 Invincible

Fonte: Terra

Leilão pop arrecada mais de R$ 1,2 milhão com objetos dos Beatles e Nirvana

Um pôster do álbum "Sgt Peppers", autografado pelos quatro integrantes do Beatles, foi vendido por 52,500 dólares em uma leilão de memorabilia pop em Nova York.

Apesar de ter vendido apenas 70% dos objetos, a casa de leilões Christie's somou um total de 650 mil dólares (equivalente a mais de R$ 1,2 milhão) com a venda de mais de 300 peças.

Entre os itens, estava também a letra de música "With God On Our Side" escrita a mão por Bob Dylan, que foi arrematada por 25 mil dólares. Um dos últimos baixos que pertenceu a Kurt Cobain foi levado por 44 mil dólares.

Outro item da história da música que estava à venda era um livro com letras de música escrito a mão por Bon Scott, antigo líder do AC/DC, datado de 1970.

Fonte: Uol

Vocalista do Oasis pode atuar em filme sobre música

Liam Gallagher teria sido convidado para o longa 'Powder'.
Segundo músico Guru Josh, ele faria o papel de si mesmo.

Liam Gallagher, vocalista da banda inglesa Oasis, pode participar de um filme sobre música. Segundo Guru Josh, da banda eletrônica The Guru Josh Project, ele e o roqueiro foram convidados para atuar no longa “Powder”, adaptação para o cinema do livro “Powder: An everyday story of rock ‘n’ roll folk” (1999), de Kevin Sampson.

“Guru Josh vai interpretar a si mesmo ao lado de Liam Gallagher. O mundo está preparado para ver Guru Josh e Liam Gallagher juntos na telona? Liam Gallagher está preparado para Guru Josh?", escreveu o músico em seu site.

O livro narra a trajetória de uma banda que, depois da ascensão ao estrelato, acaba se envolvendo com drogas. O autor da obra é também produtor do filme.

Se o projeto for mesmo confirmado, Liam Gallagher fará sua estreia nos cinemas.

Fonte: G1

terça-feira, 23 de junho de 2009

Com dez funcionários, MySpace do Brasil fecha em 1º de julho

Filial brasileira da rede social iniciou operações em dezembro de 2007.
Fechamento está ligado à troca da diretoria, segundo funcionário brasileiro.

O escritório brasileiro do MySpace, com sede em São Paulo, vai fechar suas operações no dia 1º de julho. A informação, que confirma um “processo de reestruturação" anunciado pela empresa do grupo de mídia News Corp, foi passada ao G1 por Angelos Ktenas Junior, 35, gerente de conteúdo e novos negócios do MySpace Brasil.

Aberta oficialmente em dezembro de 2007, a filial brasileira da rede social – que ajudou a revelar artistas como Mallu Magalhães -- tinha dez funcionários. “A decisão nos pegou de surpresa, porque o Brasil trabalha em azul desde seu primeiro ano. Em menos de dois anos, crescemos 400%”, afirmou Ktenas.

Segundo ele, o fechamento de escritórios internacionais não está necessariamente ligado à crise, mas sim à política de Owen Van Natta, novo diretor-executivo do MySpace, que também tem a rede social Facebook no currículo. “Se fosse somente por causa da crise, não faria sentido fechar um escritório que dá lucro desde seu primeiro ano”, diz o gerente de conteúdo.

Durante o tempo em que o escritório funcionou no Brasil, a quantidade de usuários locais saltou de 400 mil para 2,5 milhões, segundo o próprio MySpace.

‘Gosto brasileiro’

Ktenas diz que o fechamento do escritório não terá impacto para os internautas que adotaram a rede com foco em música -- a página continuará tendo o idioma português e os mesmos serviços que já oferece hoje. A única mudança, acredita ele, está na possibilidade de a rede perder um pouco de seu “gosto brasileiro”, como o foco na divulgação de artistas nacionais.

No balanço desses quase dois anos de Brasil, Ktenas afirma que o serviço conseguiu fazer sucesso. “O país tem um cenário muito particular, em que o site mais acessado é uma rede social [o Orkut]: nem o próprio Google consegue concorrer com o Orkut. Mas para quem gosta de música, o MySpace não tem igual”, conclui o funcionário do MySpace Brasil, em seus últimos dias de atividade na empresa.

Por Juliana Carpanez
Fonte: G1

Documentário sobre Woodstock ganha edição para colecionador


Nova York - "Woodstock - 3 Days of Peace & Music" é a nova edição do documentário "Woodstock - Onde Tudo Começou", com o qual Michael Wadleigh retratou o marco do movimento hippie em 1969 e cujo lançamento nesta quinta-feira, em Nova York, abriu as comemorações pelo 40º aniversário do famoso evento.

Atuações nunca vistas de Joan Baez, Santana, The Who ou Joe Cocker no festival que revolucionou a história do rock entre 15 e 18 de agosto de 1969 poderão ser vistas novamente agora graças à edição de colecionador do filme "Woodstock - Onde Tudo Começou", com o qual Wadleigh imortalizou o evento.

"Muitos desses artistas já não estão aqui, mas o espírito deles sobrevive em nós, em todos os que mantivemos os ideais da geração de 1960", disse nesta quinta-feira Wadleigh durante a apresentação à imprensa da nova edição de um documentário que deu a volta ao mundo e com o qual ganhou um Oscar em 1971.

O diretor se mostrou "entusiasmado" com a qualidade da imagem e do som na nova edição de um filme gravado com cinco câmeras enquanto se produzia um acontecimento que reuniu cerca de 500 mil pessoas sob o lema de "sexo, drogas e rock'n'roll", em uma fazenda cerca de 129 quilômetros de Nova York.

"O certo é que todas essas pessoas estavam lá por algo mais que uma música maravilhosa e foi isso o que retratamos no documentário", explicou o diretor, que manteve os irreverentes cabelos longos que usava nos anos 60, quando embarcou em uma história que então soava a "ecologia, comunismo e cultura".

Metáfora

Para o cineasta, "Woodstock - Onde Tudo Começou" e "Woodstock - 3 Days of Peace & Music", de quatro horas de duração, são "um trabalho decente e honesto que utiliza o festival como metáfora de quanta coisa aconteceu durante a década de 60 nos Estados Unidos".

"É maravilhoso ver esta nova versão. Leva você diretamente para aquele tempo, para aquele show e deixa você tão cansado como se tivesse estado lá", explicou o cineasta, que contou com o então pouco conhecido Martin Scorsese como assistente de direção.

Wadleigh foi acompanhado nesta quinta na apresentação do documentário por membros de algumas das bandas que revolucionaram a história do rock naqueles dias de agosto, nos quais nem a incessante chuva nem o desconforto de público e artistas conseguiram fazer fracassar o que muitos definem como o melhor show da história.

"Tentou-se imitar muitas vezes Woodstock, com réplicas em muitos lugares, mas jamais se conseguiu reproduzir o que vivemos ali", disse Michael Carabello, percussionista da primeira banda de Santana que participou no então chamado Festival da Música e da Arte de Woodstock.

Na nova edição do documentário aparecem partes da atuação de Carabello nunca vistas. O músico afirmou que jamais poderá esquecer "o medo" que sentiu ao se ver "diante de meio milhão de pessoas, quando a banda sequer tinha um disco no mercado".

A nova edição do documentário inclui duas horas de material inédito de 13 bandas, entre as quais, além de Santana, estão Sha Na Na, The Grateful Dead ou Creedence Clearwater Revival.

"Ainda tentamos resolver um enigma: o que fez tanta gente ir até Woodstock", brincou Joel Rosenman, um dos organizadores, junto a Michael Lang e Artie Kornfeld, de um show que definiu como "o paraíso, apesar das filas, das aglomerações, da chuva e do barro".

Os cérebros que organizaram o festival não escondem que o evento foi "um enorme fracasso financeiro", como lembrou Lang, que também reconheceu que, se Woodstock acabou conseguindo dinheiro e ocupando um lugar no mundo, foi graças ao documentário de Wadleigh.

"Acontece o mesmo em qualquer lugar do mundo, sempre há alguém que me diz que esteve em Woodstcok. O que ocorre é que a fita chegou a todas as partes e ofereceu a oportunidade a novas gerações de desfrutar de uma experiência brilhante", explicou Lang.

"Woodstock - 3 Days of Peace & Music" será colocado à venda em DVD ou Blue-ray em 9 de junho nos Estados Unidos.

Por David Valenzuela
Fonte: Agência EFE/Uol

Janis Joplin ficou com o último bagel: Conheça Woodstock da forma que foi



Foram três dias de paz, amor e música.

E chuva, lama e caos.

O Festival de Música e Artes de Woodstock completa 40 anos neste ano, montado em uma onda renovada de lembranças –frequentemente seletivas– sobre o que aconteceu entre sexta-feira, 15 de agosto, e segunda-feira, 18 de agosto de 1969, na fazenda de Max Yasgur em Bethel, uma cidade no interior de Nova York.

Alguns lembram da desorganização, dos campos repletos de sujeira, das tempestades pesadas e da programação aparentemente aleatória de música, que esticou o festival previsto para três dias até uma inesperada quarta manhã, na qual Jimi Hendrix tocou sua famosa versão de “The Star-Spangled Banner”.

Outros, entretanto, lembram de outras coisas: o espírito comunal de uma geração de jovens que mostrava ao mundo que era capaz de se reunir, ouvir sua música, protestar contra a guerra e, sim, tomar drogas, tudo com resultados genuinamente positivos. Foi, como o “Boston Globe” escreveu em um editorial na época, “um evento de massa de grande e positiva importância na vida do país (...) Em uma nação acossada por uma violência crescente, este é um sinal vibrante de esperança”.

Para o guitarrista Carlos Santana, que tocou no sábado, Woodstock foi “um oceano de colares, cabelos, dentes, olhos e mãos... um oceano de carne em movimento”.

“Se fechar os olhos, é possível esquecer o impacto de ver um oceano de carne em movimento”, prossegue Santana. “Então é possível apenas sentir o som, que tinha uma reverberação diferente quando rebatia nas pessoas e voltava para você.”

Tantos anos depois, o co-fundador de Woodstock, Michael Lang, ainda se alegra com seu contínuo impacto e notoriedade.

“É sempre interessante o quanto repercute atualmente e quão presente ainda está nas vidas de tantas pessoas”, diz Lang, 64 anos, que também produziu as sequências de Woodstock em 1994 e 1999. “Foi como um encontro de tribos, se quiser, os jovens do mundo se reunindo para ouvir ótima música e estar juntos, pacificamente. Foi uma espécie de utopia, e acho que as pessoas ainda anseiam por isso.”

Lang e outros com uma participação em Woodstock certamente esperam que ainda exista um apetite pelas lembranças do festival original, porque possuem uma série de souvenires sendo lançados nos próximos meses para comemorar o aniversário.

“Foi um ponto crítico no tempo”, diz Cheryl Pawelski, uma vice-presidente da Rhino Records, cuja empresa relançou os álbuns originais “Music From the Original Soundtrack and More: Woodstock” (1970) e “Woodstock 2” (1971), e em 18 de agosto lançará “Woodstock -- 40 Years On: Back to Yasgur's Farm”, uma caixa com seis CDs contendo 38 gravações não lançadas anteriormente.

“Meio milhão de jovens se reuniram pacificamente para curtir sua música”, diz Pawelski, “e tudo deu certo e ninguém se machucou. Eu sinto que esse é o atrativo. Foi um momento no tempo que meio que validou todo o movimento jovem de contracultura da época. Foi histórico”.

A divisão Legacy da Sony BMG está se juntando à festa dos CDs, com as edições “Woodstock Experience” de álbuns de 1969 de cinco atrações do festival –Jefferson Airplane, Janis Joplin, Santana, Sly & the Family Stone e Johnny Winter– cada um acompanhado de um segundo CD contendo pela primeira vez a apresentação completa do artista em Woodstock.

Uma nova edição em DVD de “Woodstock: 3 Dias de Paz, Amor e Música” saiu no início de junho, ao mesmo tempo em que um novo site Woodstock.com foi lançado. Uma série de livros –incluindo o livro de memórias de Lang, “The Road to Woodstock”, “Roots of the 1969 Woodstock Festival: The Backstory of Woodstock”, da editora Woodstock Arts, e um livro infantil chamado “Max Said Yes!: The Woodstock Story”, de co-autoria da prima de Yasgur, Abigail– estão sendo lançados ou sairão ao longo da celebração.

Parte da fazenda de Yasgur agora abriga o Bethel Woods Center for the Arts, um anfiteatro que se tornou um espaço ativo de concertos assim como lar do Museum at Bethel Woods, que celebra o festival e também a experiência geral da contracultura dos anos 60. O local também receberá um concerto “Heróis de Woodstock” em 15 de agosto, com a participação de veteranos do festival como Country Joe McDonald, Mountain e Ten Years After.

O Rock and Roll Hall of Fame + Museum, em Cleveland, também está planejando uma exposição especial para o aniversário de Woodstock, e a documentarista premiada Barbara Koppel criou um novo filme para os canais VH-1 Classic e History Channel. Até mesmo Hollywood está participando: “Taking Woodstock” de Ang Lee, que será lançado nos Estados Unidos em 14 de agosto, vê de modo cômico Elliot Tiber, um artista e designer de interiores que ajudou a levar Woodstock para Bethel após o festival ser expulso da vizinha Walkill, Nova York.

Mas alguns sentem que toda a badalação é desnecessária, é claro.

“Foi ótimo, mas foi há 40 anos”, diz Graham Nash, que tocou no festival com a então nova banda Crosby, Stills & Nash (& Young). “Quem é que ainda se importa?”

Resposta: muita gente, principalmente Lang.

Ele teve a idéia de Woodstock após se mudar para o interior de Nova York vindo de Coconut Grove, Flórida, onde dirigia uma loja para usuários de drogas e produziu o festival Miami Pop, em 1968. Em Woodstock, ele foi ao regular Sound-Outs, encontros de música ao ar livre que ocasionalmente contavam com grandes nomes que viviam na área.

“Eu pensei: ‘Este é o modo de ver música. É simplesmente o paraíso’”, lembra Lang. “Não havia restrições. Não havia pressão, nem policiais nem nada. Era apenas curtição, estar junto com ótimas pessoas ouvindo ótima música.”

Lang, que diz que seu instinto é “sempre busque algo maior”, conheceu Artie Kornfeld, um executivo da Capital Records, que ficou intrigado com a visão de Lang.

“Conversando”, lembra Lang, “ele e eu simplesmente dissemos certa noite: ‘Por não nos unimos, trazemos todo mundo que gostaríamos de ver e trazemos todas as pessoas com as quais nos sentimos conectados para ver o que acontece?’”

Seus futuros parceiros, o jovens empresários de formação universitária, John Roberts e Joel Roseman, eram estranhos parceiros, mas o festival de Woodstock se tornou uma realidade, mesmo após ser forçado a encontrar um novo lar restando apenas seis semanas para a data marcada para o evento. Os organizadores superaram um problema aparentemente intransponível atrás do outro, da retirada de último minuto dos policiais fora de serviço de Nova York que tinham sido contratados para compor a segurança do evento –eles acabaram sendo contratados sob pseudônimos– até batalhas com as fornecedoras de alimentos e os problemas contínuos com a construção do espaço, que no final fez com que o festival fosse gratuito, simplesmente porque os portões e catracas não foram concluídos.

“Foi um caos, não foi?” diz Pete Townshend, do Who. “Quero dizer, o que aconteceu fora do palco foi simplesmente além da compreensão –macas, corpos, pessoas vomitando e pessoas tendo viagens ruins. E tudo o que diziam era: ‘Isto não é fantástico? Isto não é lindo?’”

“Eu achei que toda a América tinha enlouquecido naquele momento.”

“Eu simplesmente fiquei nervoso o tempo todo em que estive lá”, diz John Fogerty, do Creedence Clearwater Revival. “Não havia regras. Não havia profissionais de verdade organizando aquilo, nenhuma segurança real preparada. Eu me lembro de ver um sujeito vendendo água, cinco galões por um dólar. Eu considerei a coisa mais comercial e repulsiva que já tinha visto.”

Steve Bartley, que estava se preparando para seu último ano na Universidade de Michigan quando foi a Woodstock, concorda que certamente teve um lado negativo.

“Eu não gosto quando leio artigos que dizem que era o melhor lugar do planeta”, diz Bartley. “As pessoas esquecem que a maioria das pessoas não levou comida ou água, que estava quente, úmido e lamacento, e não havia toaletes suficientes.”

“Mas todo mundo se entendeu”, ele acrescenta. “Talvez seja o que o tenha tornado tão mágico. Mas não foi o Jardim do Éden.”

A música foi o legado mais duradouro de Woodstock, vinda de superastros como Joan Baez, Creedence Clearwater Revival, Grateful Dead, Hendrix, Jefferson Airplane e Janis Joplin, ou artistas emergentes como Joe Cocker, Melanie, Santana, Sha Na Na e Ten Years After, cujas carreiras foram impulsionadas por sua participação no festival e, frequentemente, no filme lançado posteriormente.

Quando Crosby, Stills & Nash (& Young) subiram ao palco em Woodstock, aquela era apenas a segunda apresentação pública da banda.

“Todo mundo que conhecíamos ou com que nos importávamos na indústria da música estava lá”, lembra David Crosby. “Eles eram heróis para nós, The Band, Hendrix e o The Who (...) Todos eles estavam atrás de nós em um círculo, tipo, ‘Ok, vocês são os novos garotos no pedaço. Mostrem’.”

Até mesmo Townshend, que famosamente expulsou o ativista Abbie Hoffman do palco quando ele tentou falar para o público durante a apresentação do Who, reconhece que Woodstock ajudou sua banda.

“Ele nos enriqueceu”, ele diz. “‘Tommy’ (1969) já tinha encerrado seu ciclo, tinha vendido talvez um milhão e meio de cópias. Woodstock nos colocou de volta nas paradas e então saiu o filme, e ‘Tommy’ vendeu outras 4 milhões de cópias.”

Richie Havens teve a honra duvidosa de abrir o festival em 13 de agosto. Apesar de programado como a quinta apresentação do dia, ele foi transferido para primeiro quando a banda prevista para abrir o festival, o Sweetwater, não pôde porque seu caminhão de equipamento ficou preso no enorme congestionamento causado pelo tráfego para o festival. Quando a notícia se espalhou de que poderiam ser requisitados a se apresentarem antes do programado, outros artistas fugiram de cena, mas Havens foi lento demais e acabou tendo que se apresentar primeiro.

“Eu pensei: ‘Deus, três horas de atraso! Eles vão atirar latas de cerveja em mim. Eles vão me matar’” diz Havens, que na verdade subiu ao palco quase uma hora após o horário de início planejado. “Felizmente a reação foi ‘Graças a Deus, alguém finalmente vai fazer algo’ e ficaram felizes.”

Baez, que fechou a primeira noite do festival, posteriormente fez uma aparição surpresa no palco livre, em outra área do festival.

“Aquilo foi muito engraçado”, ela lembra. “A pessoa que estava anotando os nomes oficialmente e colocando as pessoas em ordem de apresentação não me reconheceu. Eu era apenas mais uma. Eu acho que apenas disse que meu nome era ‘Joan’.”

Os músicos ficaram pasmos com o tamanho do festival, que a maioria percebeu ao ser trazida ao local por helicóptero.

“Era como formigas em um morro ou algo assim”, lembra o tecladista do Santana, Greg Rolie. “Era difícil conceber. Todo mundo já tinha tocado em vários festivais mas... nada como aquilo.”

Quando o Creedence Clearwater Revival tocou na madrugada de domingo, diz o baixista Stu Cook, os membros da banda não conseguiam enxergar além da beira do palco. O público estava na total escuridão.

“Nós subimos e tocamos”, ele diz, “e após as primeiras canções, nós ainda não sabíamos ao certo se havia alguém lá. Ocasionalmente alguém acendia um isqueiro lá longe. A certa altura um sujeito muito, muito longe, gritou: ‘Nós estamos com vocês!’ e sentimos, tipo, ‘Ok, o concerto é para aquele sujeito’.”

A apresentação do Grateful Dead foi atrapalhada pelo técnico de som –e famoso químico e fabricante de LSD– Owsley Stanley, que decidiu mudar os cabos do palco para a apresentação do grupo. Não apenas foram necessárias três horas para isso, lembra o guitarrista Bob Weir, mas ele estragou tudo.

“Ele fez tudo errado, o mais errado que já vi”, diz Weir. “Nada estava aterrado, assim toda vez que um dos guitarristas encostava no seu instrumento, eles recebiam um choque de baixa voltagem, cerca de 15 volts. Era o suficiente para sacudir seu sistema nervoso.”

“E toda vez que me aproximava do meu microfone, havia uma grande descarga azul que me erguia do chão e me atirava para trás contra meus amplificadores. Quando eu voltava eu estava com o lábio inchado, mas simplesmente voltava e continuava cantando a canção, mas eu não estava 100% enquanto estava lá.”

O restante do festival foi mais do agrado de Weir, entretanto.

“Nós ficamos acampados lá por vários dias e realmente relaxamos com a lama, música e tudo aquilo”, diz Weir, que nadou nu nos lagos existentes no local. “Foi muito divertido.”

Arlo Guthrie também curtiu a experiência fora do palco.

“Eu caminhei em meio à multidão e subi até o lado de trás do morro”, ele lembra. “Eu fiquei estupefato simplesmente por estar na multidão. Não havia para onde ir, nada a fazer exceto estar lá.”

Antes de sua morte em 2002, o baixista do The Who, John Entwistle lembrou de ter bebido uísque e Coca-Cola com cubos de gelo batizados com LSD.

“Eu passei um tempinho viajando”, ele disse. “Eu bebi o restante do uísque e desmaiei. Quando acordei eu estava bem grogue, mas em condição suficiente para tocar... Nós finalmente tocamos e a parte mais incrível foi que, enquanto cantávamos ‘I’m Free’, o sol nasceu, e foi o máximo.”

Os artistas se recordam dos bastidores como “um bom local onde estar”, segundo o baterista Mickey Hart, do Grateful Dead.

“Todos estavam curtindo as coisas que gostavam e batendo papo com todos seus pares”, ele recorda. “Era um clima bem amistoso e todo mundo estava feliz por estarmos vendo uns aos outros.”

“As coisas transcorreram muito bem nos bastidores”, concorda Cook. “Havia muitos confortos. Havia amigos, comida, bom fumo, álcool, de tudo. Nós não estávamos experimentando o mesmo ambiente que as demais pessoas.”

Santana lembra de ter chegado ao local e ter visto Jerry Garcia, o guitarrista do Grateful Dead, “tocando sua guitarra no morro, com um belo sorriso feliz em seu rosto”.

Mas ocorreram alguns problemas com o abastecimento. Leslie West, o guitarrista do Mountain, reclama que Janis Joplin “matou o último bagel antes que eu chegasse aos bastidores”, e Alvin Lee, do Ten Years After, que foi imortalizado pela versão de 10 minutos de “Goin’ Home” que aparece no filme, passou por uma crise de abstinência de tabaco.

“Nós ficamos sem cigarros nos bastidores”, lembra Lee. “Então alguém disse: ‘Eu vou até lá ver se descolo alguns do público’. E ele voltou com uns 20 baseados! Ninguém tinha cigarros.”

A apresentação de encerramento de Hendrix, diante de um público estimado de apenas 40 mil que permaneceram até a manhã de segunda-feira, se tornou um dos momentos icônicos do festival, mas Lang tentou ao máximo colocar o guitarrista diante de um público maior.

“Àquela altura Jimi era o maior astro de rock do mundo”, diz Lang, que pagou US$ 5 mil a Hendrix para se apresentar no Miami Pop e US$ 50 mil para Woodstock. “Eu queria que ele abrisse o show com um set acústico e fechasse com a banda.”

O set acústico nunca aconteceu e, quando ficou claro que o festival estava bastante atrasado, Lang ofereceu a Hendrix tocar à meia-noite de domingo, em vez de ser a última apresentação.

“O empresário dele disse, ‘Não, não, não. Jimi tem que encerrar o show’”, conta o promotor. “E eu disse: ‘Tem certeza que você quer fechar o show?’ E ele disse: ‘Absolutamente’.”

“Então ele se apresentou às 9 horas da manhã”, diz Lang, “e o que me impressionou em sua apresentação foi que ele não se alterou. Aquilo não o incomodou nem um pouco”.

(Gary Graff é um jornalista free-lance baseado em Beverly Hills, Michigan.)
Fonte: The New York Times Sindycate/Uol

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Offspring já está preparando seu novo álbum

O guitarrista do Offspring, Kevin "Noodles" Wasserman, disse que o vocalista do grupo, Dexter Holland, e o produtor Bob Rock, responsável pelo último álbum do grupo, Rise and Fall, Rage and Grace, de 2008, já estão planejando um novo disco.

"Eles estão meio que analisando algumas coisas que ficaram de fora do último o trabalho e canções que foram deixadas de lado desde Splinter ou talvez Conspiracy of One, para ver se há alguma coisa na qual podemos trabalhar", explicou.

Wasserman ainda disse que o grupo terá sem dúvida um novo disco no próximo ano, mas só deve entrar em estúdio em janeiro, após terminar a turnê de Rise and Fall. Nesse meio tempo o guitarrista deixou claro que dificilmente os fãs ouvirão material inédito nos próximos shows. "Isso quase nunca acontece", contou.

A grande expectativa dele, de Holland e do baixista Greg "K." Kriesel é descobrir como o novo baterista da banda, Pete Parada, que entrou no Offspring em 2007, vai colaborar com esse próximo trabalho.

"Ele é ótimo, mas nós nunca gravamos nada pra valer juntos. Estamos ansiosos por isso. Ele é um grande baterista e tem ótimos ideias", revelou o guitarrista.

O Offspring deve seguir com sua turnê norte-americana até o meio de julho, seguindo depois para a Europa. "Estamos planejando alguns shows na Austrália, mas além disso eu não sei para onde iremos. Eu não me importaria em tocar em cidades dos EUA que acabaram nos escapando, mas veremos o que acontece."

Fonte: Igpop

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cantor tira roupa em protesto contra o Senado

Vocalista do Detonautas postou uma foto nu em seu blog

O vocalista do Detonautas, Tico Santa Cruz, voltou a protestar contra a situação política brasileira em seu blog. Dessa vez, o alvo foi o Senado, alvo de recentes escândalos envolvendo contratações irregulares e uso indevido de verbas.

No blog, há uma foto em que Tico Santa Cruz aparece nu, usando apenas uma máscara no rosto e uma meia vermelha para cobrir os genitais, e segurando uma placa em que está escrita a frase "Senado sem Vergonha".

Um texto bem curto acompanha a imagem. Ele diz apenas "eles apelam de lá, eu apelo de cá". Clique aqui para acessar o blog de Tico Santa Cruz e ver a foto.

Fonte: Igpop

DJ Zé Pedro lança remixes de cantoras preferidas

"Essa Moça Tá Diferente" traz Marisa Monte, Angela Ro Ro, Fernanda Takai e Maria Alcina

O DJ Zé Pedro lançou seu novo CD de remixes "Essa Moça Tá Diferente" (Lua Music) em uma animada festa com a presença de Angela Ro Ro, Célia, Fernanda Takai e Maria Alcina, na segunda-feira, em um restaurante da capital paulista. No final, as convidadas se juntaram a Zé Pedro ao som de "Vou Festejar" (Jorge Aragão), clássico carnavalesco cantado por Beth Carvalho, uma das sacudidas faixas do CD.

A paixão do DJ pelas cantoras brasileiras rendeu liberação de fonogramas até de artistas reservadas como Marisa Monte.

“Viva o remix”, saudou Ro Ro. Maria Alcina, que já vem de experiências eletrônicas com o Bojo, também deixou claro que amou o resultado. “O que ele faz não é um remix pro marketing de um disco, mas porque gosta da gente, daquela canção que escolha. Assim fica genuíno”, diz Fernanda. Além delas e outras citadas acima, o CD tem remixes de clássicos de Elis Regina ("Trem Azul"), Maysa ("Canto de Ossanha"), Alcione ("Sufoco"), Nara Leão ("Mal-Me-Quer"), Cássia Eller ("Na Cadência do Samba"), Fafá de Belém ("Raça"). E também gravações mais recentes de cantoras mais jovens como Zélia Duncan ("Todo Amor Que Houver Nessa Vida") e Mart’nália ("Cabide").

“Na verdade estou devolvendo pra elas essa coisa que vem comigo desde criança. Escolhi a MPB imediatamente na minha vida. Eu era caixa de banco e fazia faculdade de Direito e gostaria de sair pra dançar no Rio”, diz o DJ. Numa dessas, um amigo DJ pediu para Zé substituí-lo uma noite e acabou perdendo o emprego para ele. No começo só tocava “música de gringo”, mas queria outra coisa. “A plateia mais jovem tinha e tem ainda muito preconceito com a música brasileira. Então quis emprestar meu nome e alguma fama que possa ter tido para isso.”

Fonte: Agência Estado/Igpop

Zeca Baleiro grava DVD ao vivo em Belo Horizonte

O registro será feito no Music Hall, em Belo Horizonte, nos dias 26 e 27

Zeca Baleiro irá gravar na próxima semana a primeira parte de um novo DVD ao vivo. O registro da turnê de seu recente trabalho, O Coração do Homem-Bomba, será feito no Music Hall, em Belo Horizonte, nos dias 26 e 27.

A gravação corresponde ao álbum Volume 1, porção mais ágil e festiva desse trabalho. Nela, o músico maranhense será acompanhado da banda Os Bombásticos. A segunda parte da gravação do DVD está prevista para acontecer em São Paulo em uma apresentação intimista que será focada no Volume 2, álbum mais introspectivo.

Os ingressos para o show em Minas Gerais já estão à venda e custam de R$ 50 a R$ 130.

Fonte: Igpop

Sting lança álbum inspirado no inverno

O cantor e baixista Sting anunciou que está preparando um álbum para ser lançado no final do ano. O disco será lançado com o título de If On a Winter's Night... e trará canções de ninar, temas natalinos e músicas tradicionais típicas da Grã-Bretanha. Duas faixas inéditas também devem fazer parte do álbum que está previsto para chegar às lojas em 27 de outubro pela Deutsche Grammophon.

Fonte:Terra

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bellotto diz que novo disco reacendeu os Titãs

Beirando os 30 anos de carreira , o Titãs lança seu 12º álbum de estúdio, chamado Sacos Plásticos. Novos contratados da Arsenal Music, gravadora de Rick Bonadio que revelou grupos como Fresno e Nx Zero, o grupo vê uma nova guinada em sua história apostando em sonoridades inusitadas e até elementos eletrônicos. Em entrevista ao Terra, o guitarrista Tony Bellotto diz que a parceria com o produtor deu um novo fôlego aos Titãs.

"A gente queria fazer um disco novo e fazer um álbum 'grande' para os Titãs. Trazer alguma novidade. Essa oportunidade pintou quando o Rick Bonadio fez a proposta para a gente", explicou. Embora o grupo traga novos elementos em seu álbum, Sacos Plásticos, segundo o músico, as gravações aproximaram os integrantes.

"Quando a gente entrou no estúdio a gente tava com muita coisa acumulada e com muita vontade de fazer o negócio. Isso reacendeu bastante nosso espírito de banda, só os cinco ali tocando", afirmou.

Confira a entrevista completa:

Como foi a gravação de Sacos Plásticos e essa mudança de "casa" indo para a Arsenal?
Pra gente foi muito importante e muito satisfatório. A gente queria fazer um disco novo e fazer um álbum "grande" para os Titãs. Trazer alguma novidade. Essa oportunidade pintou quando o Rick Bonadio da Arsenal fez essa proposta para a gente. A gente começou a trabalhar com bastante calma desde o ano passado. A gente assumiu todos os instrumentos com o Branco no baixo e o Paulo na guitarra. Fazia tempo.

Como isso mudou entre vocês na banda?
Havia muito tempo que a gente não fazia um disco assim como banda, que todo mundo contribuiu muito. Quando a gente entrou no estúdio a gente tava com muita coisa acumulada e com muita vontade de fazer o negócio. Isso reascendeu bastante nosso espírito de banda, só os cinco ali tocando. A gente teve calma e tempo para encontrar o arranjo de cada música.

O acordo com a Arsenal partiu deles ou vocês que foram atrás?
Foi um contato deles. Particularmente do Rick Bonadio, que além de um produtor é um executivo ali da gravadora e sempre foi nosso fã. O que aconteceu foi que o pessoal de gravadora está só se lamuriando e perderam aquela boiada que foi o estouro do CD. Era uma máfia para eles. Essa crise tem um ponto positivo. O Rick encara essa crise como um desafio a mais. Quem gosta de música sempre tem, a questão é encontrar o meio de achar esse contato. Foi a proposta mais legal que recebemos.

Neste meio tempo rolaram outras propostas?
Fomos muito sondados por outras gravadoras, mas todas trabalhando nesse sistema tradicional.

O Rick Bonadio ficou famoso recentemente por produzir bandas de forte apelo ao público jovem. Vocês buscaram esse novo fôlego?
Ele participou bastante. A gente queria isso, que ele nos ajudasse a fazer um disco com nossas características, mas que fosse algo novo. Ele ajudou muito nos aspectos eletrônicos. Conhecendo bem a nossa história ele foi a pessoa certa para dar esse fôlego.

E o que acha destes novos grupos que surgiram?
É interessante. Frequentando o estúdio a gente conheceu várias bandas, desses grupos novos que tem idade para serem nossos filhos. Aí a gente vê que essa garotada aí não é tão estúpida quanto parte da mídia gosta de fazer com que eles sejam. A questão é fazer a música com competência. A gente gosta de ver esse rock novo e isso nos ajudou a ter uma vista com mais abrangência.

A internet é a maior aliada dos jovens músicos. Para você, é aliada ou inimiga da música?
Acho tudo isso muito positivo. Democratizou uma coisa que era muito monopolizada pelas gravadoras. Claro que piorou em alguns aspectos, como a pirataria. Ainda há um caminho a ser aperfeiçoado. Hoje você pode colocar sua música para o público pelo computador, antes não dava se você não caísse nas graças do cara da gravadora. Se você procura um pouco, você vê que há uma variedade grande. Não se faz um rock pior, se faz um rock diferente.

Por Osmar Portilho
Fonte: Terra