quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bellotto diz que novo disco reacendeu os Titãs

Beirando os 30 anos de carreira , o Titãs lança seu 12º álbum de estúdio, chamado Sacos Plásticos. Novos contratados da Arsenal Music, gravadora de Rick Bonadio que revelou grupos como Fresno e Nx Zero, o grupo vê uma nova guinada em sua história apostando em sonoridades inusitadas e até elementos eletrônicos. Em entrevista ao Terra, o guitarrista Tony Bellotto diz que a parceria com o produtor deu um novo fôlego aos Titãs.

"A gente queria fazer um disco novo e fazer um álbum 'grande' para os Titãs. Trazer alguma novidade. Essa oportunidade pintou quando o Rick Bonadio fez a proposta para a gente", explicou. Embora o grupo traga novos elementos em seu álbum, Sacos Plásticos, segundo o músico, as gravações aproximaram os integrantes.

"Quando a gente entrou no estúdio a gente tava com muita coisa acumulada e com muita vontade de fazer o negócio. Isso reacendeu bastante nosso espírito de banda, só os cinco ali tocando", afirmou.

Confira a entrevista completa:

Como foi a gravação de Sacos Plásticos e essa mudança de "casa" indo para a Arsenal?
Pra gente foi muito importante e muito satisfatório. A gente queria fazer um disco novo e fazer um álbum "grande" para os Titãs. Trazer alguma novidade. Essa oportunidade pintou quando o Rick Bonadio da Arsenal fez essa proposta para a gente. A gente começou a trabalhar com bastante calma desde o ano passado. A gente assumiu todos os instrumentos com o Branco no baixo e o Paulo na guitarra. Fazia tempo.

Como isso mudou entre vocês na banda?
Havia muito tempo que a gente não fazia um disco assim como banda, que todo mundo contribuiu muito. Quando a gente entrou no estúdio a gente tava com muita coisa acumulada e com muita vontade de fazer o negócio. Isso reascendeu bastante nosso espírito de banda, só os cinco ali tocando. A gente teve calma e tempo para encontrar o arranjo de cada música.

O acordo com a Arsenal partiu deles ou vocês que foram atrás?
Foi um contato deles. Particularmente do Rick Bonadio, que além de um produtor é um executivo ali da gravadora e sempre foi nosso fã. O que aconteceu foi que o pessoal de gravadora está só se lamuriando e perderam aquela boiada que foi o estouro do CD. Era uma máfia para eles. Essa crise tem um ponto positivo. O Rick encara essa crise como um desafio a mais. Quem gosta de música sempre tem, a questão é encontrar o meio de achar esse contato. Foi a proposta mais legal que recebemos.

Neste meio tempo rolaram outras propostas?
Fomos muito sondados por outras gravadoras, mas todas trabalhando nesse sistema tradicional.

O Rick Bonadio ficou famoso recentemente por produzir bandas de forte apelo ao público jovem. Vocês buscaram esse novo fôlego?
Ele participou bastante. A gente queria isso, que ele nos ajudasse a fazer um disco com nossas características, mas que fosse algo novo. Ele ajudou muito nos aspectos eletrônicos. Conhecendo bem a nossa história ele foi a pessoa certa para dar esse fôlego.

E o que acha destes novos grupos que surgiram?
É interessante. Frequentando o estúdio a gente conheceu várias bandas, desses grupos novos que tem idade para serem nossos filhos. Aí a gente vê que essa garotada aí não é tão estúpida quanto parte da mídia gosta de fazer com que eles sejam. A questão é fazer a música com competência. A gente gosta de ver esse rock novo e isso nos ajudou a ter uma vista com mais abrangência.

A internet é a maior aliada dos jovens músicos. Para você, é aliada ou inimiga da música?
Acho tudo isso muito positivo. Democratizou uma coisa que era muito monopolizada pelas gravadoras. Claro que piorou em alguns aspectos, como a pirataria. Ainda há um caminho a ser aperfeiçoado. Hoje você pode colocar sua música para o público pelo computador, antes não dava se você não caísse nas graças do cara da gravadora. Se você procura um pouco, você vê que há uma variedade grande. Não se faz um rock pior, se faz um rock diferente.

Por Osmar Portilho
Fonte: Terra

Nenhum comentário: