quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Festival de Inverno Bahia 2009 - Biquíni Cavadão revela a possibilidade de um encontro inesquecível

Já é certo que o Biquíni Cavadão vai repetir a dose do histórico show que fez em 2005, no encerramento da primeira edição do Festival de Inverno Bahia. Uma das mais importantes bandas do cenário brasileiro atual, também representativa da geração 80, voltará à terra do frio na Bahia como um dos nomes mais esperados, não só pela coleção de hits próprios, mas também pela boa resposta de público e crítica ao DVD “80 Vol. 2”, onde repassam as canções emblemáticas de vários artistas e bandas da década do desbunde, e pelos shows incansáveis que fazem.

O Biquíni é também o nome que assina, com exclusividade, a faixa do Festival de Inverno Bahia 2009. “Uma música para ser cantada hoje, amanhã ou daqui a dez anos”, afirma Bruno, o enérgico vocalista da banda, que concedeu entrevista à Assessoria de Imprensa do festival. É nesta entrevista que Bruno fala de uma possibilidade que pode dar ao festival mais uma imagem histórica, inesquecível. Confira:

Assessoria de Imprensa/Festival de Inverno Bahia - O show que vocês fizeram na primeira edição do Festival de Inverno Bahia construiu uma imagem memorável para o evento. A expectativa e ansiedade aumentam para este retorno de vocês à Vitória da Conquista?

Bruno Gouveia - Não esquecemos aquele show de 2005. Foi num domingo e tocamos muito tarde, mas ninguém arredou o pé e, volta e meia, quando estamos na Bahia, somos lembrados por alguém que nos assistiu naquele dia. Queremos fazer tudo de novo agora em 2009!

FIB - O jingle do festival para este ano também foi vocês que criaram e já transmite um ritmo rocker típico da banda. Como foi o processo de construção deste jingle?

Bruno - Buscamos fazer uma canção que extrapolasse o conceito de jingle, que fosse uma música para ser cantada hoje, amanhã ou daqui a dez anos. Um desafio que encaramos com prazer e muita honra.

FIB - Vocês convidaram, por exemplo, Cláudia Leitte para regravarem a faixa “Romance Ideal”, dos Paralamas do Sucesso, para o DVD “80 Vol. 2”. Foi só uma escolha estratégica ou vocês nutrem uma aproximação com a Bahia?

Bruno - Nós sempre estamos flertando com a Bahia. A Claudinha é uma grande amiga e uma cantora muito ligada ao rock. Tanto é que gravou com CPM22. Quando pensamos na música do Paralamas, que acaba falando de uma relação com uma mulher e tendo ainda uma pegada de reggae que colocamos no meio da música, a Claudinha era a pessoa ideal para isso. Fora isso, claro que temos vários amigos em bandas baianas que sempre estão compondo e fazendo música com a gente.

FIB - Ainda se fala tanto na geração oitentista e vocês voltaram a trabalhar com canções emblemáticas da década. É apenas um olhar saudoso do passado, no sentido de revisá-lo mesmo ou vocês acham que o rock brasileiro atual não encontrou um caminho coeso ainda?

Bruno - Nossa intenção com o “80 Volume 2” foi mostrar belas canções que, tanto em suas melodias quanto letras, estão mais do que antenadas com o que acontece hoje. O rock brasileiro vai muito bem, obrigado. O que falta hoje é apenas separar o joio do trigo, pois a Internet mostra como temos bons trabalhos por aí. Basta querer ouvir.

FIB - Vocês sempre foram ligados em novas tecnologias, especialmente a Internet. Como é que está a relação de vocês com estas ferramentas mais recentes, como MySpace, Youtube ou Twitter que geralmente têm sido foco de artistas que ainda estão fincados no circuito independente?

Bruno - Sempre consideramos que nosso diálogo com o público deveria ser o mais direto possível. Sempre foi assim, seja para atender as pessoas nos dias de show, em hotel, no local do show, na rua, ou quando fazemos tardes de autógrafos em vários lugares. A Internet apenas tornou isto mais ágil. E estávamos no lugar certo e na hora certa quando isto surgiu, daí o pioneirismo. Hoje em dia, estes canais são usados tanto por nomes independentes quanto por bandas como Coldplay e U2.

FIB - É possível afirmar que o Biquini Cavadão de hoje sofre influências musicais quando vai compor? Se sim, quais são estas influências? São os novos nomes do cenário musical ou são os clássicos?

Bruno - O Biquíni sempre sofreu influências diversas, como todo e qualquer grupo. Desde 2001 estamos reformulando cada vez mais nosso som que já era influenciado por U2, Queen e outros; tanto nas produções como em arranjos. Claro que, atualmente, é um caldeirão de informações. Existem artistas como Jack Johnson, Aimee Allen, Green Day, dentre outros. No Brasil, temos influência de todas as bandas que nasceram junto com o Biquíni e que estão aí no cenário, e algumas bandas atuais também e alguns caras como Herbert e Renato Russo.

FIB - Como é a relação com o tempo? A história, os prêmios, os hits, a superexposição, estes fatores mudaram a essência e a energia do grupo? Hoje vocês são mais calmos ou continuam rockers de carteirinha?

Bruno - Permanecer é bem mais complicado que chegar. E isto gera um tipo de cobrança interna muito maior, pois queremos a cada novo trabalho superar nossas próprias expectativas. Não é fácil. Somos quatro caras com gostos muito diferentes, mas quando finalmente estamos no palco e vemos a galera cantar uma música nova nossa, nos sentimos como se estivéssemos fazendo nosso primeiro show.

FIB - É possível aliar deboche, protesto, bom humor, romantismo e música no mundo apressado de hoje?

Bruno - Claro, mas o mais importante é que seja feito com BOM GOSTO. Do contrário, não dura nem um verão, quanto mais um inverno!

FIB - Além do jingle do festival, dos hits de vocês e dos anos 80, que mais Vitória da Conquista pode esperar do Biquini Cavadão?

Bruno - O show da banda é uma grande festa. Tocamos muitas músicas de outras bandas e demos uma turbinada nos arranjos. Já tocamos músicas do Skank no meio de "Vento Ventania" várias vezes e, derepente, vai rolar de fazermos isso ao vivo em Vitória da Conquista. Uma super canja! Dividir o palco com eles em Conquista será um enorme prazer.

Por Marco Antonio J. Melo
Agência vOceve Multicomunicação

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