segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Festival de Inverno Bahia 2009 - No fôlego do novo disco, Zélia Duncan avisa: “Estou tão estimulada para voltar a Vitória da Conquista"

“Quase Sem Querer”, “Tudo Sobre Você”, “Enquanto Durmo”, “Não Vá Ainda”, “Catedral”, “Alma”, “Nos Lençóis Desse Reggae”, “Imorais”... São tantas as canções assinadas por Zélia Duncan que dizem muito da trajetória da música pop brasileira nas duas últimas décadas. É também possível afirmar que cada pessoa que escutou música nestes anos tem alguma faixa dela que faz lembrar um momento legal da vida. “Isso ainda me surpreende”, diz ela, emocionada.

Zélia, outra vez, transforma tudo em sua carreira já mutante, reflexo dos passos de sua vida pessoal, e está em trabalho com um disco mais sereno, o nono de sua expressiva discografia. Seguindo o mote de trabalho, seu show, que vai aportar em Vitória da Conquista, no Festival de Inverno Bahia, tem base nas canções do disco, como “Tudo Sobre Você”, “Nem Tudo” e “Aberto”, e nestas outras trilhas do universo particular de tanta gente.

Em entrevista à Assessoria de Imprensa do Festival de Inverno Bahia, entre um compromisso e outro, Zélia reforça a imagem sensível que construiu, em respostas curtas, porém atenciosas e quase líricas. Detalhe: ela não vê a hora de voltar a Vitória da Conquista. Confira:

Assessoria de Imprensa/Festival de Inverno Bahia - Você já correu os palcos de várias partes do mundo. Vitória da Conquista, cidade fria em plena Bahia, é mais uma visão nova para sua trajetória?

Zélia Duncan - Não vou à Vitória da Conquista há muito tempo. Tempo demais pro meu gosto! Certamente vai ser novo e diferente, por isso estou tão estimulada pra voltar.

FIB - Observando seus textos, seus manifestos, suas letras, é visível seu senso de leitura dos detalhes, dos comportamentos, das pessoas. O que você espera ler do público do Festival de Inverno Bahia como reação ao seu show?

ZD – Espero ver alegria por estarmos reunidos fazendo música.

FIB - Você já parou pra observar que muitas pessoas têm uma canção sua como trilha de um momento da vida? O que você sente com esse feedback?

ZD - Isso ainda me surpreende, pois não parto desse princípio nunca. É muito emocionante cada vez que fico sabendo de algo assim. É dessa forma que a música acontece, quando as pessoas se apropriam do sentimento dela.

FIB - As letras que você escreve, ou mesmo as que você escolhe pra fazer parte dos seus discos, são como poesia do cotidiano. Como é seu processo de composição e escolhas?

ZD - Muito obrigada! Nos meus álbuns, escrevo a partir do que vejo, do que sinto, não faço nada por encomenda ou premeditadamente. Nunca escolho um tema, por exemplo. Ele que me escolhe.

FIB - Você também tem o lado do posicionamento, do manifesto. Sobre esta questão da pirataria da música, você acredita que, diante de uma geração atual, que não dá tanto valor pra uma discussão mais profunda, este ponto tem um futuro positivo?

ZD – Eu tenho que acreditar que sim! Se acharmos que nada mais vale ser aprofundado, vou perder as esperanças e não vou querer fazer mais nada. Essa não seria eu.

FIB - Como estão as respostas dos públicos ao novo disco, “Pelo Sabor do Gesto”? É uma Zélia mais serena, mais plácida que está exposta ali?

ZD - Parece que sim. Tenho tido muitos sinais bonitos e o momento é muito feliz.

FIB - Seu trabalho é uma constante saudação à música brasileira, ainda que contenha elementos que alcançam outras fronteiras. O que te influencia, hoje, no Brasil, que você também tem saudado?

ZD - Eu amo a música feita em São Paulo, o som de Martnália, Siba e Fuloresta, comprei o último do Erasmo, chorei vendo Caetano recentemente, gosto de Márcia Castro, Ana Costa, Rômulo Froes, nomes novos e criativos.

FIB - Você vai dividir a noite de Festival de Inverno Bahia com nomes que também prezam pelo lirismo aliado ao som, como O Teatro Mágico, Natiruts e, como já citou, Mart’nália. É prazeroso encontrar estes nomes que, de alguma forma, têm sintonia com o seu universo?

ZD – Pois é, já até citei Mart'nália! Sim, eu adoro estar perto de quem tem a ver comigo. Eu preciso disso!

Por Marco Antonio J. Melo
Agência vOceve Multicomunicação

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