sábado, 22 de agosto de 2009

Zélia faz show bom, mas morno

Sabe aquele show que tinha tudo para dar certo, mas não deu? Assim foi a aguardada apresentação de Zélia Duncan no festival. Não que ela tenha sido ruim, mas por ficar no meio termo.

Esperada pelo público, Zélia subiu ao palco com energia super positiva e começou o show com... uma balada.O público pedia mais vibe, músicas que tivessem a cara do festival. O negócio só esquentou quando ela fez um ótimo pout-pourri de reggae, misturando “Nos lençóis deste reggae”, “Woman no cry” e “One Love” de Bob Marley.

O público delirou, aplaudiu e ela voltou para o terreno das baladas com “Todos os ventos”, música do seu novo cd. Logo em seguida engatou a melosa “Não vá ainda” para alegria dos casais e infelicidade geral.

O termômetro só voltou a subir com a ótima interpretação “Metamorfose ambulante” uma homenagem aos vinte anos da morte de Raul Seixas. Mas daí cantou os versos “preciso de tempo, preciso de dinheiro, preciso de um amor”, letra melancólica de Rita Lee.

Novamente voltou a empolgar cantando uma versão folk-rock do grande sucesso do Legião Urbana, “Quase sem querer”. Daí animou com “Espero a chuva cair” e “Exagerado” de Frejat e Cazuza.

Mas, daí cantou “Meio desligado” dos mutantes e engatou várias baladas até encerrar o show com alma. Grande show, bom repertório, set lis duvidoso. Quem é fã, adorou claro. Mas queríamos mais, mais e mais da grande Zélia.

Por Aldo Clécius
Fonte: É Bala

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