quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Deputados e funkeiros dançam funk após revogação de lei que proibia bailes

Para Mc Leonardo, esta terça (1º) foi o principal dia da história do funk.
Também foi aprovada lei que define o funk como movimento cultural.

Após revogarem, nesta terça (1º), a lei que proibia raves e bailes funk no Rio de Janeiro, deputados e o público presente na sessão comemoraram a decisão cantando e dançando o funk "Eu só quero é ser feliz".



Nesta mesma noite, os deputados também aprovaram o projeto de lei que define o funk como movimento cultural. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que é um dos autores do projeto, encerrou a sessão convidando os deputados para o baile funk que acontece nesta noite, no Circo Voador, na Lapa, no Centro. O evento será gratuito.

"Vou estar presente de terno, fazer o que?", disse Freixo.

Freixo disse, ao votar, que considera impossível "repactuar o Rio e dialogar com os jovens sem o funk".

"O Rio de Janeiro se identifica com o batidão. Não só o Rio, mas todo o Brasil, esse projeto vai virar nacional", disse o deputado, se referindo à nova lei que assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk e que estabelece ser da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura os assuntos relativos ao estilo.

Para Mc Leonardo, presidente da Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (ApaFunk), esta terça foi o principal dia da história do funk, que já tem 40 anos:

"Agora vamos pedir que o dia 1º de setembro seja o Dia Nacional do Funk, que hoje foi apadrinhado pelo seu pai maior, que é o Estado", disse ele, afirmando que o pedido será feito já nesta quarta-feira (2).

Admirador ilustre do funk

O sambista Neguinho da Beija-Flor esteve presente na votação para prestigiar o ritmo carioca:

"O samba também foi marginalizado no início, o sambista era preso por vadiagem. E hoje é o maior espetáculo do Brasil. Meus filhos são funkeiros e eu vim para prestigiar. Se o funk tivesse surgido no asfalto, não sofreria discriminação", afirmou o intérprete. "E eu vou gravar um funk em homenagem a esse movimento", revelou.

Além de Neguinho, também estavam no plenário DJ Malboro, Ivo Meirelles, que levou a bateria da Mangueira para, Rômulo Costa (fundador da Furacão 2000) e Mc Júnior.

Centenas de funkeiros e admiradores do ritmo carioca ficaram reunidos em frente Alerj, com carro de som, aguardando a votação dos deputados estaduais.

A lei revogada era de autoria do deputado cassado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia no governo de Rosinha Garotinho, e foi aprovada no dia 27 de maio de 2008.

Por Carolina Lauriano
Fonte: G1

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