sexta-feira, 19 de março de 2010

Mallu Magalhães inicia nova turnê

"Para mim não existe muito essa opção de fazer alguma coisa menos confessional. Acho inclusive que o que tem de mais valioso nas minhas canções é isso, você vê que eu fiz o negócio, tirei de mim." É assim que Mallu Magalhães, 17 anos, explica a carga emocional de seu segundo disco, homônimo, cuja turnê começa nesta sexta, 19, em São Paulo (no dia 9 de abril ela segue para o Rio de Janeiro).

Mallu Magalhães, o disco (eleito um dos melhores lançamentos de 2009 pela Rolling Stone Brasil), mostra a evolução da jovem cantora nas composições em português. As letras em inglês ainda estão lá - o primeiro single e videoclipe do álbum é "Shine Yellow", cantada no idioma - mas é em faixas como "É Você que Tem" que Mallu se abre de forma livre e espontânea, como se usasse seu álbum como um diário aberto aos ouvidos do público. E ela não tem medo de se expor. "Não tive esse momento de, digamos assim, julgar as letras. Eu não tenho alternativa, porque todas as minhas canções são muito reais, muito sinceras", explica Mallu.

Nas apresentações desta turnê - além de usar "salto alto e vestido, porque me posiciono diante do mundo antes de tudo como mulher" -, Mallu deve exibir a segurança adquirida em cerca de dois anos de estrada. A garota que mal conseguia disfarçar a timidez no início de 2008, em shows como o da Virada Cultural, agora toma o palco para si, explora diversos instrumentos e se posta como vocalista diante de sua banda com a segurança de uma profissional.

O crescimento não foi só como musicista. A transição de Mallu, a passagem pela adolescência, também aconteceu diante dos fãs - e dos olhos ávidos da imprensa. Lá pelo início de 2009, ela viu o interesse público se desviar de sua arte, e se transferir para sua vida pessoal. "Eu acho meio estranho. Se viesse um jornalista me perguntar qual o sentimento que eu tenho pelo Marcelo [Camelo], eu não teria o mínimo medo e nem me sentiria incomodada de falar, porque isso está escrito nas minhas canções. O que me faz sentir invadida e incomodada é a malícia, a maldade, ficar perguntando: 'Nossa, mas ele não é muito velho?'. Se a pessoa realmente quisesse saber, mas não, é tipo: 'Me conta uma fofoca para eu dar uma manchete'." Os meses se passaram, assim como a curiosidade intensa da mídia de fofoca; se antes era difícil vê-los juntos, agora a dupla intensifica a parceria com registros musicais. Marcelo participou do disco de Mallu, e vai subir ao palco com a cantora nesta sexta.

Por Bruna Veloso
Fonte: Rolling Stone

Nenhum comentário: