segunda-feira, 21 de junho de 2010

Claudia Leitte mistura reggae, axé e rap em segundo disco

Em 2008, ao iniciar carreira solo com gravação ao vivo feita na Praia de Copacabana, Claudia Leitte não se desvinculou do Babado Novo, grupo no qual foi projetada como vocalista. Apesar de ter inéditas, seu primeiro trabalho individual soou como se fosse coletânea do Babado. Dois anos depois, a estrela da música pop baiana começa de fato a construir carreira com sonoridade própria. Basta ouvir seu segundo CD solo, As Máscaras.

Claudia não se afasta do circuito do axé, mas vai além dele, apresentando um mix de pop, reggae e pop. Famo$.a., a faixa em que canta com o rapper norte-americano Travis McCoy, é a prova de que a cantora procura se renovar para deixar de ser vista como um clone de Ivete Sangalo. Famo$.a. é versão de Billionaire, hit do primeiro disco solo de McCoy, vocalista da banda Gym Class Heroes.

As Máscaras tende para o reggae em várias faixas. Trilhos Fortes, tema do cantor Bruno Masi, por exemplo, transita pela vertente mais pop do ritmo jamaicano. Assim como Paixão, releitura em ritmo de reggae da canção sensual de Kledir Ramil. Mas o melhor reggae do disco é Flores da Favela, embora a gravação de Claudia não reedite a beleza do registro do autor Jauperi.

Claudia mantém abertas as portas para o mercado das micaretas. Nessa seara, a pedida é Água, hit em potencial nos Carnavais fora de época. A composição tem pulsação vibrante. Na mesma vibração, Faz Um, de Carlinhos Brown, entra em campo para animar a torcida em época de Copa.

Em Água e em Faz Um, a artista mira o povão sem descer ao nível rasteiro observado em músicas como Don Juan, gravada em dueto com o cantor Belo, e Xô Pirua. Da lavra nada nobre de Latino, Sincera também se mostra aquém da produção de um disco que procura flertar de forma antenada com o pop contemporâneo.

Por Mauro Ferreira
Fonte: O Dia/Terra

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