segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lenine abre a última noite do Festival de Inverno

O cantor Lenine foi o responsável por abrir a última noite do Festival de Inverno 2010 neste domingo (22), em Vitória da Conquista. O artista apresentou um repertório variado de canções, mesclando o show com músicas antigas, outras do recente álbum 'Labiata', além de 'Aquilo que dá ao coração', tema da novela "Passione", da Rede Globo.

Antes de subir ao palco do festival, Lenine comentou sobre os novos planos. "Em setembro eu lanço o disco 'Doc/Trilhas', que é um álbum com músicas que fiz para novelas, filmes e peças teatrais. A ideia surgiu porque eu percebi que tinha muita coisa que eu nunca coloquei em CD", comentou ele.


Lenine cantou grandes sucessos no Festival de Inverno

"Tudo isso acontece pelo exercício que eu tenho de composição. A música foi a maneira que eu encontrei para matar a minha curiosidade e também para me fazer viajar, que é algo que eu adoro", disse ele. Sobre o reconhecimento musical que ele tem junto ao público e aos artistas de uma maneira geral, Lenine explicou que esta é uma das suas maiores satisfações.

"Eu acho que uso a música como um instrumento de aproximação. Eu sou apaixonado pela composição, amo estar no palco viajando, conhecendo pessoas, outras culturas. E a música também é uma maneira de deixar minha mente calma", explicou Lenine.

O cantor ainda falou sobre as músicas que seriam tocadas no Festival de Inverno. "Existe uma diferença entre tocar em um festival como esse, e fazer em um show no teatro. Aqui o repertório está com uma pegada mais rock", disse. O público do festival cantou junto com Lenine, e nem se importou quando ele errou a letra da música "O Céu é Muito", do disco "Labiata". Ele desistiu de cantar e, para compensar, emendou "Paciência" deixando somente a plateia cantando.


Cantor lança um novo CD agora em setembro


Direitos Autorais

Durante a entrevista, Lenine também comentou sobre a nova Lei de Direitos Autorais que está em trâmite no Congresso Nacional. "Você levantou uma discussão importante. O Brasil parece que ainda vive na época de JK, se vendendo como o país do futuro, mas que nunca chega. Acho que é importante todos sentarmos e discutirmos esta questão, porque eu não quero vender o que eu faço de graça", disse Lenine.

Os efeitos da Lei, segundo um documento que está publicado para consulta na internet, envolve as questões de publicação, transmissão ou emissão, retransmissão, distribuição, comunicação ao público e reprodução.

"É uma pena, enfim, que o Brasil também não dê importância para a nova produção musical que é feita no país. Tem muita coisa boa acontecendo, mas que ainda não tiveram a chance de chegar nas grandes cidades. Seria interessante que se reformasse também estes meios de divulgação para dar espaço a outros tipos de músicas", finalizou.

Por Vinícius Silva | Redação CORREIO

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