segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Black Eyed Peas declara amor pelo Brasil

A relação do Black Eyed Peas com o Brasil está mais séria do que a gente podia imaginar. Primeira banda estrangeira da história a levar uma turnê a nove capitais do País - só a Região Norte ficou de fora -, o grupo formado por Fergie, Will.I.Am, Apl.de.Ap e Taboo fez sua estreia nacional sexta-feira, em Fortaleza, no Ceará Music 10 anos e mostrou que tem tudo para alcançar seu espaço na mesma galáxia onde estão astros como Madonna, Michael Jackson e U2.

Cheio de referências ao pop e munido de um palco monumental, com direito a "golden circle" - espaço para poucos e sortudos fãs, entre as passarelas laterais e o palco -, efeitos especiais, figurinos futuristas e uma bandaça, o quarteto apresentou o show The E.N.D para um público estimado em 25 mil pessoas. A apresentação durou duas horas e teve 24 músicas.

O hit Let's Get Started foi escolhido para a abertura. "Brasil, muito obrigado. Como vocês estão? Prontos para a festa?", saudou Will.I.Am, que não perdeu uma oportunidade sequer de dizer o quanto ama a nossa terra. "O Brasil é o meu país predileto. Sabem por quê? The people are (as pessoas são) sangue bom!", derreteu-se o cantor perto do fim do apoteótico show. Antes disso, Mas Que Nada, de Jorge Ben Jor, ganhou uma versão com vídeo psicodélico no telão, sem a letra em português, apenas com "ô aria raio oba oba oba".

Com carisma para dar e vender, os Black Eyed Peas provaram que funcionam bem tanto juntos quanto separados. Cada um deles tem seu momento solo dentro do roteiro da The E.N.D. Tour. Quando Fergie entra em cena de maiô com ombreiras de metal e rabo de cavalo para cantar sucessos de seu disco fora da banda, o público vai ao delírio. Em especial, as mulheres. Todas sabiam o refrão da radiofônica Big Girls Don't Cry: "I hope you know, I hope you know. That this has nothing to do with you (Espero que você saiba que isso não tem nada a ver com você)".

Mas o momento de maior interação do público com a banda é quando Will.I.Am surge vestido como um DJ cibernético dentro de uma cabine, que, por meio de um elevador, faz com que ele fique dois metros acima do público. Segundo a assessoria de imprensa do grupo, o mimo custa cerca de US$ 3 milhões e seria utilizado na derradeira turnê de Michael Jackson, This Is It. Comandando um laptop, Will destila trechos de pérolas do pop, reconhecíveis apenas por suas introduções. É o caso de Thriller, de MJ, Sweet Dreams (Are Made of This), do Eurythmics, e Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, só para citar algumas.

Aguardada desde o começo, a potente I Gotta Feeling - carro-chefe do álbum The E.N.D - é uma espécie de bis e veio logo depois de duas músicas significativas do repertório de Fergie e cia: Where's The Love? e Boom Boom Pow. No auge da música, a tradicional chuva de papel picado, que é infalível, coloriu o céu. Antes de se despedirem, Fergie cantou versos de With or Without You, do U2, e Will.I.Am mandou um Parapapapapap, do emblemático funk Rap das Armas, da dupla Cidinho e Doca. E ele também prometeu: "Um dia vou viver no Brasil!"

Fonte: Terra

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