segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Álbum póstumo de Amy Winehouse será lançado em dezembro

Um novo álbum com músicas inéditas de Amy Winehouse será lançado em dezembro.

“Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures” traz músicas desconhecidas da cantora – que morreu inesperadamente em julho enquanto trabalhava em seu terceiro álbum – e também versões suas de canções de outras pessoas

Entre as canções do novo álbum, está “Between the Cheats”, uma canção emocional e inédita sobre seu ex-marido, Blake Fielder-Civil, e um cover de “A Song for You” – famosa na voz de Donny Hathaway – que Amy gravou enquanto se recuperava do vício das drogas em 2009.

Após ouvir o álbum pela primeira vez, o pai de Amy, Mitch, disse ao “The Sun”: “Eu passei tanto tempo correndo atrás de Amy que nunca percebi o verdadeiro gênio que ela era.

“E até que eu sentasse com o resto de minha família e ouvisse este álbum que eu apreciei totalmente seu talento. Do jazz a hip-hop, tirou o meu fôlego.

“Uma das novas canções do álbum, “Halftime”, eu nunca tinha ouvido antes. É incrivelmente linda.”

O álbum foi montado por Salaam Remi e Mark Ronson, produtores que trabalharam com Amy em seus dois álbuns, “Frank”, e “Back to Black”. Eles ouviram milhares de horas de gravações da cantora e escolheram as canções que estão no álbum.

Salaam disse: “Quando escutei as gravações, era possível ouvir algumas das conversas, e foi muito emocional. Eu acredito que ela deixou algo com o passar dos anos. Ela fez um trabalho que vai inspirar uma geração que ainda não nasceu”.

“Sou abençoado por ser parte desse processo, por ter conhecido essa pessoa e continuar seu legado com este álbum.”

O álbum será lançado no dia 5 de novembro, e uma libra de cada venda irá para a Fundação Amy Winehouse, que ajuda organizações de caridade para crianças.

Músicas do álbum “Amy Winehouse Lioness: Hidden Treasures”:

1- “Our Day Will Come (versão reggae)” – Cover
2- “Between the Cheats” – Canção inédita
3- “Tears Dry” – Versão balada original de “Tears Dry on Their Own”
4- Wake up Alone” – Demo de março de 2006
5- “Will You Still Love Me Tomorrow” – Cover da canção do Shirelles
6- “Valerie” – Versão lenta da canção gravada com Mark Ronson
7- “Like Smoke” com Nas - Canção inédita
8- “The Girl from Ipanema” – Cover da canção de bossa nova
9- “Halftime” - Canção inédita
10- “Best Friends” – Gravação de fevereiro de 2003
11- “Body and Soul” com Tony Bennett – Cover da canção de jazz
12- “A Song for You” – Cover da canção de Leon Russell gravada na primavera de 2009

Fonte: Bang Music em Londres

domingo, 30 de outubro de 2011

Lady Gaga alcança 15 milhões de seguidores no Twitter e planeja abrir orfanato


Lady Gaga bateu a marca de 15 milhões de seguidores no Twitter, um novo recorde na rede social. A cantora ganhou mais de um milhão de novos seguidores em 28 dias. Nesse ritmo, Gaga pode atingir o recorde de 16 milhões de seguidores até o final de novembro.

A cantora tem o maior número de seguidores no Twiter, seguida por Justin Bieber, com quase 14 milhões, e Britney Spears, com aproximadamente 11 milhões. Durante sua viagem a Índia, onde se apresentou na festa do Grande Prêmio de Fórmula 1, a cantora escreveu em sua conta na rede social: “No meu primeiro dia aqui alcancei 15 milhões de seguidores”.

Segundo o tabloide inglês The Sun, a cantora também está aproveitando a viagem para visitar crianças carentes. Gaga pretende abrir um orfanato em Nova Déli, capital do país, e pediu para seus agentes que reservassem um espaço em sua agenda para pesquisar uma boa loção para o centro de caridade.

“Lady Gaga que fundar um abrigo para crianças carentes, agora que sua carreira realmente decolou ela decidiu que é o melhor momento para ajudar quem necessita. Ela não é o tipo de celebridade que gosta de gastar dinheiro com coisas banais”, disse uma fonte ao tabloide.

“Ela sabe que vai ser uma tarefa árdua, mas quer pesquisar a melhora forma de aplicar o projeto que já tem em mente. Primeiro ela quer ajudar alguns orfanatos já montados, depois ela quer abrir um e dedicar parte de seu tempo e dinheiro com isso”, finalizou.

Fonte: Virgula

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Britney Spears atinge 10 milhões de seguidores no Twitter


Britney Spears alcançou o número de 10 milhões de seguidores no Twitter e se torna a sexta pessoa a atingir a marca de Katy Perry, Lady Gaga, Justin Bieber, Barack Obama e Kim Kardashian. As informações são do site Female First.

"Oh, meu Deus! Eu só percebi agora que bati 10 milhões de seguidores. Palavras não podem expressar o amor que sinto por vocês!", escreveu a cantora em seu perfil no microblog.

Os fãs esperam que ela siga os passos de Kim Kardashian, que prometeu dar diversos produtos para marcar a ocasião. "Eu tenho que fazer algo especial para vocês. Vou pensar em como mostrarei meu carinho!", escreveu Britney. 
 
Fonte: Terra

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My Chemical Romance pode lançar novo álbum no verão americano

O guitarrista do My Chemical Romance, Frank Iero, insinuou que o novo álbum da banda pode ser lançado no próximo verão do hemisfério norte. As informações são do site Gigwise.

O grupo terminou recentemente a turnê que começou em 2010, já trabalha em novo material. "Seja gravar novas músicas, ou trabalhar em um tipo diferente de projeto, são coisas que podemos fazer agora", sugeriu o guitarrista em entrevista à revista Rolling Stone.

"Eu definitivamente vejo músicas novas saindo, ou pelo menos sendo trabalhadas durante o resto deste ano. Esperamos que talvez algo saia no verão", completou ele. Ainda segundo o Gigwise, em entrevista no mês passado Frank Iero disse que achava que os membros da banda se envolveriam em projetos paralelos antes de um novo disco.

Foto: AP
Fonte: Terra

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Maná lidera lista de indicados ao prêmio espanhol "Los 40"


A banda mexicana Maná irá disputar a premiação musical "Los 40 Principales", conhecido como "Los 40", em quatro categorias, o maior número de indicações entre os artistas de fora da Espanha, seguido pela cantora Shakira, que disputa em três categorias diferentes.

Entre as categorias que concorre a banda de pop rock mexicana está a de melhor festival, de turnê, com o show "Drama y Luz World Tour", melhor canção internacional em língua espanhola, com a música "Lluvia al Corazón", melhor grupo internacional em língua espanhola, além de melhor artista nacional do México.

Novo disco de Marisa Monte será lançado no final deste mês

O novo trabalho de Marisa Monte ainda não tem título, mas ganhou uma data de lançamento. O oitavo disco da cantora, com 14 músicas, chegará às lojas no dia 31 de outubro. Uma pré-venda estará disponível a partir desta sexta-feira (14) em seu site oficial.
 
Uma primeira música do álbum foi lançada no mês passado com um clipe que traz a participação do lutador de MMA Anderson Silva. Parceria entre Marisa Monte e Arnaldo Antunes, "Ainda Bem" conta com a participação de Lucio Maia, Pupillo e Dengue (integrantes da Nação Zumbi). O novo disco é o primeiro desde "Universo ao meu Redor", de 2006.

A maior parte das gravações aconteceu no Rio de Janeiro em um período de cerca de seis meses. "Durante esse tempo, eu passei por São Paulo, Nova York e Los Angeles. Levei sempre comigo o HD do projeto e fui gravando com músicos locais. Apenas uma canção foi gravada em Buenos Aires", disse Marisa Monte em comunicado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Há 15 anos, morria o cantor Renato Russo



Há exatamente 15 anos, no dia 11 de outubro de 1996, morria Renato Russo. O cantor foi vítima de complicações decorrentes da aids. Apesar de ser soropositivo desde 1990, ele nunca chegou a assumir publicamente a doença.

Renato Russo nasceu no Rio de Janeiro, em 1960, e se mudou para Brasília em 1973. Batizado como Renato Manfredini Jr., ele criou o apelido para homenagear coletivamente os filósofos Jean-Jaques Rousseau e Bertrand Russel e também o pintor Henri Rousseau. Na capital federal, começou a sua primeira banda em 1978, o Aborto Elétrico. O grupo, que tinha os irmãos Fê e Flávio Lemos na bateria e no baixo, respectivamente foi o embrião tanto do Capital Inicial, onde os dois tocam até hoje, e da Legião Urbana.

O grupo, que também contava com Dado Villa-lobos na guitarra e Marcelo Bonfá na bateria lançou em 1984 seu disco de estreia, auto-intitulado, e que tinha sucessos como Será, Ainda é cedo, Por Enquanto e Geração Coca-cola. Depois se seguiram Dois, de 1986, que tinha Eduardo e Mônica, Tempo perdido e Índios, Que País É Este, que mostrou a música título e Faroeste Cabloco e As quatro estações, de 1989, que trouxe músicas como Há Tempos, Pais e Filhos, Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto, Meninos e Meninas e Monte Castelo.

Esses quatro discos alçaram Renato Russo ao alto escalão de compositores nacionais e pavimentou a fama da Legião Urbana,que perduraria até 1996. Bissexual assumido, Renato Russo ainda lutou contra o preconceito e homenageou uma revolta homossexual no disco solo The Stonewall Celebration Concert, de 1994.

Debilitado no fim, Renato Russo se recusou a tirar fotos para A Tempestade ou O Livro dos Dias, último álbum lançado com ele ainda em vida. Ele teria a morte anunciada 21 dias após o lançamento do disco. Com o falecimento do vocalista, Dado e Bonfá anunciaram o fim da Legião Urbana, que ainda segue vendendo discos e mantêm uma base fiel de fãs.

Por João Renato Faria, do Portal Uai

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Com casa cheia, Tears for Fears faz o público cantar, dançar e balançar as mãos ao som de hits dos anos 80



Com plateia e a pista lotadas, o Credicard Hall recebeu na noite desta quinta (6) o Tears for Fears para a primeira de duas apresentações que Roland Orzabal (voz e guitarra), Curt Smith (voz e baixo) e banda fazem em São Paulo. Foi uma celebração aos anos 80, repleta de cabelos grisalhos, casais saudosos e uma parcela de jovens curiosa para ver ao vivo essa dupla de ingleses que se destacou fazendo músicas inspiradas na teoria do grito primal.

Maldosamente chamados de "tias fofinhas", Orzabal e Smith não têm nada de "fofos". Embora não sejam exímios músicos e suas vozes já não tenham a mesma potência de antes, eles se encarregam de entregar o que prometem: um show correto, recheado de hits, luzes coloridas e muitas mãos balançando nos sons mais melódicos e melosos da dupla. Houve espaço até para uma dispensável homenagem ao saudoso Michael Jackson, com um arranjo horroroso de "Billie Jean". Mas, enfim, nem tudo é perfeito.
 
Às 22h, meia hora depois do previsto, Orzabal, Smith e banda subiram ao palco da casa de shows de Santo Amaro e, logo de cara, animaram a plateia com "Everybody Wants To Rule The World". Sucesso do álbum "Songs from the Big Chair" (1985), disco emblemático da banda, atingiu o primeiro lugar nas paradas americanas, disseminou-se pelo mundo e grudou nos corações e mentes de muitos adolescentes da época.

Pavimentado o caminho, foi fácil administrar o entusiasmo do público, alternando músicas mais recentes e pouco conhecidas com grandes sucessos. A dupla e banda executaram um set list de 16 músicas, com um bis duplo que soou como a cereja do bolo. Os pontos altos foram: "Sowing the Seeds of Love", "Mad World", "Advice For The Young At Heart", "Pale Shelter", "Break it Down Again" e, encerrando, "Head Over Heels". Para o bis, Orzabal e Smith reservaram um presente especial parea a platéia. Na verdade, dois: "Woman in Chains" e a seminal "Shout".

O Tears for Fears segue com a turnê brasileira pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília (veja abaixo). Depois, volta à capital paulista para um show extra, já que a apresentação desta quinta (7) teve os ingressos vendidos em pouco tempo.

Por ALESSANDRO GIANNINI
Editor de UOL Entretenimento
Fotos: Rodrigo Paiva/UOL

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Disco "Nevermind", do Nirvana completa 20 anos

A edição de luxo do relançamento de "Nevermind", álbum do Nirvana que saiu em setembro de 1991, bateu nomes como Blink-182 e seu novo álbum "Neighborhoods", David Guetta e Bruno Mars nas paradas britânicas.

O clássico disco do grupo grunge norte-americano apareceu em quinto lugar no top 10 dos álbuns mais vendidos no Reino Unido, ficando atrás apenas de James Morrison, Kasabian, Ed Sheeran e Adele. Outro relançamento que aparece na lista completa é "The Dark Side of the Moon", do Pink Floyd.

Segundo disco do Nirvana, "Nevermind" saiu em 1991 e sua edição de luxo, lançada recentemente, conta com quatro CDs e um DVD, com nova mixagem de Butch Vig --produtor do disco--, b-sides ao vivo e demos.

Veja a lista dos 10 álbuns mais vendidos no Reino Unido:

- James Morrison - "The Awakening"
- Kasabian - "Velociraptor!"
- Ed Sheeran - "+"
- Adele - "21"
- Nirvana - "Nevermind"
- Blink 182 - "Neighborhoods"
- David Guetta - "Nothing But The Beat"
- Example - "Playing In The Shadows"
- Joe McElderry - "Classic"
- Bruno Mars - "Doo Wops & Hooligans"

Fonte: Uol

Rock in Rio - Chuva, atraso e Guns N' Roses fecham a última noite






Guns N’ Roses, chuva, atraso e Rio de Janeiro é uma combinação que já virou tradição. Um ano e meio após fazer um show burocrático na Cidade Maravilhosa, em uma apresentação remarcada devido a um temporal, Axl Rose e companhia fecharam a edição 2011 com uma performance ainda menos inspirada.

Após o pesado show do System of a Down, um pé d’água caiu sobre a Cidade do Rock e chegou a alagar o Palco Mundo. Previsto para começar 1h10, a apresentação do Guns só iniciou 1h30 depois, com um rechonchudo Axl vestindo uma capa de chuva amarela, óculos escuros e chapéu.

O figurino "Pica Pau desce as cataratas" foi se alterando ao longo da noite: o vocalista trocou três vezes de camiseta, colocou casaco de couro, tirou o casaco de couro e mostrou uma coleção de chapéus de fazer inveja ao líder do Jamiroquai.

O show
Após iniciar com "Chinese democracy", faixa do álbum homônimo de 2008, o Guns atacou com três hits de "Appetite for destruction" (1987) que dispensam apresentações: "Welcome to the jungle", "Mr. Brownstone" e "It's so easy". O público acendeu com a escolha e pareceu não se importar com algo que marcaria o resto do show: como o Guns N' Roses se tornou uma banda cover de si mesma desde o Rock in Rio 2001.

Os integrantes atuais (a maioria é de 2006 pra frente) executam os clássicos dos anos 80 e 1990 com maestria, semelhantes as gravações originais. Porém falta a todos o carisma dos integrantes da formação clássica - o guitarrista DJ Ashba até emula Slash com a cartola e o cigarro no canto da boca. Nenhum deles convence também quando ganham longos e tediosos momentos solos – os guitarristas tocam “Sunday bloody Sunday” (U2) e até o tema de “A Pantera Cor de Rosa”.

“Essa não é a música do ‘CSI?’, provocou Axl após o tecladista Dizzy Reed tocar “Baba O’Riley”, do The Who, no piano. A frase foi dita após um dos vários sumiços que o vocalista deu ao longo do show – ele entrava em uma cabine coberta com pano preto e saai de lá depois, misteriosamente, sempre com um novo acessório na cabeça.

Esses longos intervalos foram aos poucos esfriando o público, que ficou o tempo todo sob uma forte chuva. Apesar de Axl não apostar tanto em faixas de "Chinese democracy", que teve "Better" e "Street of dreams", e preferir um grande best-of de seu grupo (“November rain”, “You should be mine”, “Live and let die”, “Patience”, Paradise city" e “Sweet child O’ mine” estiveram no repertório), em nenhum momento o show conseguiu esquentar de verdade, nem nos vários momentos em que o baterista batia no bumbo para a plateia gritar o nome do grupo. “Knocking on heavens door” foi um raro momento em que houve uma interação banda-plateia, com o público segurando o refrão após Axl dar seu gritinho característico.

Ele, apesar de se mostrar feliz e bem-humorado, não se esforçou no show e passou a maior parte parado, movimentando-se muito pouco (o palco molhado não deixou, tudo bem). A falta das estripulias do passado fez o público prestar mais atenção na sua voz, que aos poucos se esvaiu. O agudo rasgado característico apareceu somente no começo da apresentação e nas faixas mais lentas. Nas mais pesadas ele se poupou, preferindo o grave.

A única surpresa da noite foi quando eles tocaram "Stranged", do álbum "User your illusion II", de 1991. A faixa, que de acordo com Axl não era apresentada ao vivo há 18 anos, foi o momento mais inspirado do líder e de sua trupe. Além de dar um gostinho do que era o Guns N' Roses no seu auge.

Por Gustavo Miller Do G1, no Rio
Fotos: Flavio Moraes/G1 - Felipe Dana/AP

Rock in Rio - Com discurso 'verde' e rock pesado, System of a Down ferve o Rock in Rio







Com a primeira pancada na guitarra de Daron Malakian, às 23h18 deste domingo (2), caiu o pano que cobria o Palco Mundo para revelar o cenário do System of a Down no Rock in Rio. O show da banda californiana de hard-rock contou com 28 músicas num set list que se estendeu até depois da primeira hora da manhã desta segunda.

Reunida este ano após uma separação que durava desde 2006, o grupo apresentou um dos repertórios mais recheados entre as atrações internacionais desde o começo do festival. Incluíram faixas de todos seus álbuns: da estreia "System of a Down" (1998), "Toxicity" (2001), "Steal this album!" (2002), "Mesmerize" e de "Hypnotize" (ambos de 2005).

Abriram com “Prison song” e, logo na segunda música, soltaram o hit “B.Y.O.B.”, para delírio da plateia que assistia esmagada nas primeiras fileiras, sob uma leve garoa.

O cenário da apresentação era vistoso. Numa parte do show, havia um enorme tapume na forma de uma geleira; em outros momentos, longas cortinas vermelhas faziam fundo para o desempenho energizado dos músicos.

Os fãs puderam ouvir a sucessos como “Chop suey”, “Forest”, “Innervision” e “Aerials”, numa sequência que mal dava espaço para pausas entre as músicas.

Quando havia tempo, Serj Tankian aproveitava para discursar sobre o meio-ambiente: “sem nosso ecossistema, morremos!” Lembrou ainda das duas guerras mundiais do século 20. Quando não estava se manifestando, Tankian disparava sua saraivada de palavras acompanhado pelos riffs desnorteantes da guitarra de Malakian.

Antes de sairem, tocaram ainda "Toxicity", e encerraram a apresentação com "Sugar".

Por Marcus Vinícius Brasil Do G1, no Rio
Fotos: Felipe Dana/AP - Flavio Moraes/G1

Rock in Rio - Com Amy Lee tímida, Evanescence alterna músicas novas e velhas







Como o Coldplay na noite anterior do festival, o Evanescence também escolheu ter seu ainda não lançado disco como base do show deste domingo no Palco Mundo, antes de Guns N' Roses e System of a Down.

Em uma hora e dez minutos, a vocalista Amy Lee e seus companheiros tocaram 13 canções, sendo seis de "Evanescence", terceiro CD do quinteto que será lançado no dia 11 deste mês.

Na maior parte da apresentação, a banda americana alternou músicas novas e as dos dois primeiros discos, "Fallen" (2003) e "The open door" (2006), que tiveram 20 milhões de cópias vendidas em todo mundo.

Amy passa o show inteiro com a boca escancarada e não decepciona nos vocais. "Bring me to life", última canção do show, foi o ponto alto da interação com os fãs. Sem o ex-guitarrista John LeCompt para dividir os refrões com ela, a plateia entoou as partes cantadas pelo músico, que saiu da banda.

A terceira vinda do Evanescence ao Brasil mostrou novas candidatas a hits como as agitadas "What you want", que abriu a apresentação, e "Sick", as duas na linha de "Going under", hit cantado sem tanto entusiasmo pelos fãs. Tocada logo após a balada "My immortal", a emotiva "My heart is broken" tem boas frases de piano. Na próxima turnê do Evanescence, talvez a recepção seja um pouco mais acalorada.

Por Braulio Lorentz Do G1, no Rio
Fotos: Felipe Dana/AP - Flavio Moraes/G1

Rock in Rio - Pitty aposta em show pesado, mas são as baladas que agradam público





Em uma noite em que teria de enfrentar os fãs de System of a Down e Guns N’ Roses, Pitty bem que tentou conquistá-los com um set list inicial que trouxe suas faixas mais pesadas. Deu errado: o que agradou mesmo a turma dos camisetas pretas foram baladas como “Equalize” e “Me adora”.

A baiana e sua banda entraram no Palco Mundo pontualmente às 20h e fizeram um show de 50 minutos. “Anacrônico”, “Admirável chip novo”, “Semana que vem” e "Memórias" foram as escolhidas para abrir a apresentação e, nos primeiros 15 minutos, a impressão era que a artista sofreria com a plateia.

“Todo mundo está na sede para abrir uma roda aí”, sugeriu ao público, sem ser atendida. Por que não uma cover para ver se funciona? “Se você pensa”, de Roberto e Erasmo Carlos, foi ainda mais mal-sucedida e não provocou reação alguma.

Ironicamente, foi a partir de “Equalize” que Pitty virou o jogo. Sem firulas, a baiana começou a canção dizendo que ela foi muito pedida pelos fãs para entrar no set list do Rock in Rio. Dito e feito: os roqueiros abriram seus corações e cantaram o refrão em coro. “Na sua estante”, também lenta, foi tão bem sucedida quanto, o que deixou a banda mais à vontade.

“Brigada, gente! Vou continuar as tradições das cantoras e tal”, brincou Pitty, empinando o bumbum, quando começou a ouvir os vários gritos de “gostosa” (uma clara provocação à Shakira e Rihanna).

A jovem-guardista “Me adora” se saiu ainda melhor e teve um grande coro no final. Para fechar, Pitty escolheu o primeiro hit dela, “Máscara”, que teve uma breve menção a “Smells like teen spirit”, do Nirvana (a "desculpa" foram os 20 anos do álbum).

Ironicamente, a mesma faixa tinha sido usada uma hora antes pelo Detonautas para encerrar o seu show. Em ambos os casos a opção agradou.

Por Gustavo Miller Do G1, no Rio
Fotos: Flavio Moraes/G1

Rock in Rio - Detonautas se apoia na 'presença' de vocalista e vai de Raul Seixas a Queen







Jogando em casa, o Detonautas contou com o carisma (ou cara de pau, para os detratores da banda) do vocalista Tico Santa Cruz para se dar bem com os fanáticos por Guns N' Roses e System of a Down, as duas principais atrações deste domingo (2).

Em 50 minutos, o grupo formado no Rio homenageu Queen (trecho de "We will rock you"), Raul Seixas (cover de "Metamorfose ambulante") e tocou seus maiores hits "Outro lugar", "Quando o sol se por" e "Só por hoje".

O primeiro show do Palco Mundo, no último dia de festival, começou às 18h50. Com máscara do personagem V, do filme e da graphic novel "V de vingança" que faz referência ao revolucionário inglês Guy Fawkes (1570-1606), o cantor fez discurso de tom político. "Existe corrupção no mundo inteiro. Fiquem atentos aos Tribunais Superiores de Justiça", disse o vocalista. A plateia respondeu com gritos de "Ei, Sarney, vai tomar...". Santa Cruz, então, completou: "Eu prefiro conviver com maconheiro honesto do que com bandido de terno e gravata que rouba o povo."

O líder do Detonautas é uma metralhadora verbal. Entre e durante as músicas, berra expressões aleatórias que vão dos gritos de axé "tira o pé do chão" e "quero ver pular", aos mais politizados "nós somos a resistência" e "rock n' roll, atitude e consciência".

Antes da balada "Olhos certos", veio o melhor depoimento de Tico. "Minha mãe uma vez me disse assim... Se um dia você crescer e ficar feio, aprenda a tocar um instrumento e você ficará bonito. Quem aqui não nasceu com beleza? Vocês nasceram com honestidade."

No fim, o vocalista quase intimou a plateia. "Vamos fazer um terremoto nessa p... Vamos derrubar aquela roda gigante ali. Se alguém do seu lado tiver parado pegue pelo braço e tire do chão", gritou. Antes de sair do palco, ainda houve tempo para outra rápida homenagem.

O Detonautas parou de tocar e o DJ Cléston colocou "Smells like teen spirit", do Nirvana. "Vamos relembrar os 20 anos do 'Nevermind' [disco do grupo]", disse Tico. O som foi interrompido logo no começo da música, mas o público continuou cantando regido pelo vocalista. Logo após a apresentação, em rápida conversa a caminho do camarim, ele disse que foi grunge quando mais jovem e "não se arrepende" ou tem medo de admitir, por isso a referência ao grupo de Kurt Cobain.

Sobre o show no Rock in Rio, afirmou que a experiência é única. "Foi, incontestavelmente, uma maneira de mostrar o que sabemos fazer. Rock 'n' roll se faz ao vivo. Foi um jeito de renascer aos olhos do público." Hoje sem contrato assinado com uma gravadora, os Detonautas têm o projeto de lançar mensalmente uma nova música na web e, quando tiverem 12 delas, as editarão num novo CD.

Por Braulio Lorentz e Marcus Vinícius Brasil Do G1, no Rio
Fotos: Flavio Moraes/G1

domingo, 2 de outubro de 2011

Rock in Rio - Coldplay mistura hits, músicas novas e homenagem para Amy Winehouse








Não foi por falta de aviso. Das 18 músicas tocadas em uma hora e 25 minutos de apresentação, o Coldplay incluiu sete canções de seu quinto disco, "Mylo xyloto", programado para chegar às lojas no dia 24 de outubro.

Os destaques da safra 2011 são as mais dançantes e adequadas para coros - "Hurts like heaven" e "Every teardrop is a waterfall". São também os dois momentos com mais pirotecnia, assim como "Clocks", de 2002.

Em show recheado de jogos de lasers, fogos de artifício e coros da plateia, o grupo inglês de pop rock mostrou que não gosta de fazer o óbvio.

Sem prejudicar o setlist, o quarteto deixou de fora hits como "Trouble" e "Speed of sound", mas relembrou lados B como a faixa escondida do disco de estreia ("Life is for living") e a pouco conhecida canção que abre o segundo CD ("Politik").

Como fez no festival Splendour In The Grass, realizado na Austrália em julho, Chris Martin fez cover de "Rehab" antes de tocar "Fix you" para homenagear Amy Winehouse, morta em julho. Outra homenagem da noite teve como tema o Brasil. Martin cantou trecho de "Mas que nada", famosa na voz de Sergio Mendes e composta por Jorge Ben Jor, logo depois de "Lost!".

Das faixas mansas mais antigas, as do disco "A rush of blood to the head" (2002) foram as escolhidas. Em "The scientist", o vocalista vira o microfone para a plateia, que entoa os versos. "In my place", por sua vez, teve o dedilhado da guitarra cantado em coro pelos fãs.

Acompanhado apenas por seus três colegas de banda no palco (Jon Buckland, Guy Berryman e Will Champion), Martin se esforça bastante para mimar a plateia. Passeia com bandeira do Brasil, rege os vários coros do público, tenta a sorte várias vezes no português e grafita a palavra "Rio" com um coração no lugar da letra "o".

As 100 mil pessoas respondem bem e acompanham várias das canções desconhecidas como se fossem hits, às vezes com pulos ("Charlie Brown") e noutras com palmas fora do ritmo ("Us against the world"). A fidelidade dos fãs é tamanha que até o deslize de Martin no final de "Violet hill", ao errar um acorde de violão, leva aplausos. Assim fica fácil.

Por Braulio Lorentz Do G1, no Rio
Fotos: Felipe Dana/AP - Flavio Moraes/G1