sábado, 1 de outubro de 2011

Rock in Rio - Marcelo D2 'faz barulho' e revisita Planet Hemp





Quando Marcelo D2 pede para o público “fazer barulho” (e sempre pede), ele não está de brincadeira. O show do cantor nesta sexta-feira (30) foi um dos mais altos desta edição do Rock in Rio – para o bem e para o mal.

D2 subiu no Palco Mundo pontualmente às 19h e emendou uma intensa lista de músicas sem interrupção – DJ Nuts e Fernadinho Beat Box eram os responsáveis pela transição de cada faixa do show, que começou com “Vai vendo”, “A maldição do samba”, “À procura da batida perfeita” e “A arte do barulho”. Curiosidade: o nome de todas as canções aparecia no telão assim que elas começavam.

Feliz por estar em sua cidade natal, D2 exibiu em diversos momentos no telão do fundo imagens do Rio e saudou a nação rubro-negra presente – “1967” teve imagens de gols de Zico. Funcionou: foram mais aplausos que vaias.

Em “Eu já sabia”, D2 chamou para o palco seu filho Stephan Peixoto e Hélio Bentes, da banda de reggae Ponto de Equilíbrio. O peso da guitarra e os graves disparados por Nuts foram tão altos neste momento que praticamente não deu para ouvir as participações. A distorção entre voz e os instrumentos se repetiu em vários momentos da apresentação, aliás.

A primeira e única pausa do show foi quando Fernandinho Beat Box fez um medley de "músicas de festivais", na definição de D2. Ao lado do baixista e do guitarrista, ele fez com a boca as melodias e as batidas de "Seven nation army" (The White Stripes), "Sunday bloody sunday" (U2), "Another one bites the dust" e "Will we rock you", ambas do Queen.

Perto do final, o cantor revisitou o Planet Hemp com “Mantenha o respeito” e “Quem tem seda?” em versões mais calmas, meio lounge (o público aprovou mesmo assim). Para fechar a apresentação ele escolheu seu maior hit solo, “Qual é?” – que no telão estava escrita como “Coeh”.

Mais carioca, impossível.

Por Gustavo Miller Do G1, no Rio
Fotos: Flavio Moraes/G1

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