sábado, 10 de novembro de 2012

Lady Gaga faz show no Rio debaixo de chuva e lágrimas

Foi debaixo de chuva e de lágrimas que a cantora Lady Gaga fez sua primeira apresentação no Brasil na noite desta sexta-feira (9). A diva pop chorou ao cantar “Hair” ao lado de três fãs escolhidos por ela própria entre as 40 mil pessoas que compareceram ao Parque dos Atletas, na Zona Oeste do Rio, segundo a produção do show.

Durante as duas horas e vinte minutos de show, a artista norte-americana também fez rasgadas declarações de amor ao Rio de Janeiro, arriscou frases em português (“Oi, galera!” e “Brasil eu te amo”), se enrolou na bandeira do Brasil e até vestiu uma blusa com as iniciais UPP, em referência às Unidades de Polícia Pacificadora instaladas em algumas comunidades da cidade.

"Quero que vocês nunca se esqueçam desse dia, porque esse é o meu lugar favorito em todo o mundo. Eu viajei o mundo inteiro, mas eu nunca me senti tão feliz como estou me sentindo no Rio”, disse ela, completando, mais tarde: “A experiência que eu tive no Rio realmente me transformou”, afirmou.

A nova-iorquina subiu ao palco precisamente às 22h23. Acompanhada de uma cavalaria estilizada, emendou as canções “Highway unicorn”, “Escape”, "Hooker" e "Government hooker". No início do show, o público que ocupava a pista do Parque dos Atletas ainda parecia reduzido, mas, aos poucos, mais gente foi chegando — ao agradecer aos fãs por comprarem o ingresso, Gaga referiu-se aos "30 mil" presentes, ou seja, 10 mil a menos do que o que a produção contabilizou oficiamente.


O roteiro do espetáculo é engessado. Quase não há espaço para improvisos, com exceção dos longos discursos e de algumas brincadeiras da cantora com o público. Para agradar aos cariocas, citou a visita ao Morro do Cantagalo, em Ipanema, como um momento especial. E também filosofou: "Senti Deus quando cheguei à essa cidade", disse Stefani Joanne Angelina Germanotta, seu nome de batismo.

Há provocações religiosas e insinuações sexuais, mas também muita música: Gaga canta (de verdade) todos os seus hits: de "Poker face", um de seus primeiros sucessos, até "Born this way", que dá nome ao seu mais recente álbum. Tudo isso apresentado com status de superprodução, incluindo efeitos especiais, cenário grandioso (o fundo do palco é um castelo medieval) e dançarinos coreografados.

Um dos aspectos mais curiosos do show é a quantidade de figurinos ultilizados pela cantora. São quase duas dezenas de vestidos, que remetem ao mundo conceitual e bizarro concebido pela artista norte-americana. Com um modelito rosa, Gaga lembra Penélope Charmosa, famosa personagem dos desenhos animados. Em outro momento, com uma roupa branca e um chapéu, parece o alienígena imortalizado no clássico da ficção científica, "Alien, o oitavo passageiro", de Ridley Scott.

Mas toda a esquisitice de Lady Gaga pareceu ter agradado ao público, que também pôde conferir as performances da DJ Lady Starlight e da banda The Darkness (do sucesso “I believe in a thing called love”), atrações de abertura.

Perto do fim do show, quando ainda chovia no que será a Cidade do Rock em 2013, outros seis fãs sortudos tiveram a chance de subir ao palco, tocar, beijar e dançar com a diva, que, mais uma vez, se derreteu em elogios ao Rio de Janeiro. "Vocês são tão especiais, obrigado por me darem tanta inspiração".

Agora a cantora segue com sua turnê “Born this way ball” para São Paulo, onde tem show marcado no próximo domingo (11), no Estádio do Morumbi. Seu último compomisso no Brasil é Porto Alegre, no Estacionamento da Fiergs, na terça (13).

Por Carolina Lauriano e Henrique Porto Do G1 Rio
Foto: Marcelo de Almeida/Divulgação

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Carrasco XVIII Relembrando o Carrascão!!!


Com DJ David – Relembrando o Carrascão
Festa
Categoria Lazer – Meio de acesso: Ingresso
10/11/2012 (Sabado) as 23:00 em VITÓRIA DA CONQUISTA-BA
Local: Casa Rafiki
Endereço: Rua Vivaldo Mendes, 460 – Recreio

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Thriller", de Michael Jackson completa três décadas


Trinta, mas com corpinho de 20. Três décadas após o lançamento, "Thriller" de Michael Jackson continua mais jovem do que nunca. Depois dele, a indústria da música nunca mais seria a mesma. Considerado uma pérola da cultura pop, é o álbum mais vendido do planeta, mais de 170 milhões de cópias. Certamente, também é o mais ouvido.

Infeliz e inconformado, apesar do desempenho de seu disco anterior, "Off The Wall", de 1979, que até então havia vendido 20 milhões de cópias em todo o mundo, Michael queria mais, muito mais. E conseguiu. Logo após o lançamento, em 30 de novembro de 1983, "Thriller" abocanhou o dobro: 40 milhões de discos comercializados, disparando nas listas dos mais vendidos.

“Vendia um milhão de cópias por semana durante a primeira metade de 1983”, escreve o editor musical da publicação londrina "Time Out", John Lewis, no livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer" (Editora Sextante).

Misturando diferentes sonoridades, como soul, pop, rock, R&B, gritinhos hipercinéticos e um jeito todo único de dançar, em que usa mais os pés, Michael Jackson, com "Thriller", elevou-se a condição de maior pop star de todos os tempos. Virou mania. Por todos os cantos alguém o imitava.



Em "Thriller", segundo Lewis, não há uma única nota fora do lugar. “É um pop refinado ao limite, durante meses, por magos do estúdio usando os melhores músicos e a melhor tecnologia.” Um exemplo da superprodução dedicada ao álbum é a faixa "Beat It". Um funk-rock envolvente, com solo de Eddie Van Halen, da banda Van Halen, montada a partir de 50 gravações.

Impossível também não citar "Billie Jean". Apesar da letra extremamente tosca, é um dos maiores sucessos do disco. Mais ou menos, o fato é que todas as faixas foram sucesso de público e de crítica. O disco impressionou até o virtuose do jazz, Miles Davis, que regravou anos depois a balada "Human Nature". 

Para o bem e para o mal, no talento e nas bizarrices, os superlativos na vida e na obra de Michael Jackson, a partir de "Thriller", tornaram-se uma constante. O álbum levou nada mais nada menos que sete prêmios Grammy, em 1984, e teve a vendagem recorde destacada no "Guinness Book".

Poucos meses depois do lançamento do disco, a faixa-título foi parar no primeiro clipe de 14 minutos da história da música. Esnobe (e milionário) como nunca, Michael, com um orçamento de mais de meio milhão de dólares, chamou o diretor de Hollywood, John Landis ("Um Lobisomem Americano em Londres"). O diretor ampliou em alguns decibéis o sucesso de "Thriller" com uma caricatura dos filmes de zumbi que pipocavam na época.

A MTV também virou de cabeça para baixo. Michael foi o primeiro negro a ter destaque no canal. “Para atender a demanda, ia ao ar duas vezes por hora”, conta a jornalista de música Gerry Kiernan, no recém-lançado "1001 Músicas Para Ouvir Antes de Morrer" (Editora Sextante).

Não deu outra, o clipe foi classificado pelo Guinness como o de maior sucesso de todos os tempos. “O casamento do tema pegajoso com efeitos kitsch era coroado com um rap do veterano dos filmes de horror Vincent Price”, acrescenta a jornalista.

Infelizmente, não muito depois, o artista entrou numa montanha-russa de problemas, com processos por acusação de abuso infantil e polêmicas devido às transformações na aparência, imbróglios que se estenderam até a morte polêmica e controversa, em 2009.

Por Carlos Minuano
Do UOL, em São Paulo

Equipe Dee Jay David no Halloween CCAA!!!




Fotos: Anderson Oliveira (Blog do Anderson)

Dee Jay David e equipe – Lançamento do Toyota Etios na Diamantina Veiculos!!!






Fotos: Anderson Oliveira (Blog do Anderson)